1No princípio criou Deus os céus e a terra.2E a terra estava desordenada e vazia, e as trevas estavam sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.3E disse Deus: Haja luz; e houve luz.4E viu Deus que a luz era boa: e separou Deus a luz das trevas.5E chamou Deus à luz Dia, e às trevas chamou Noite: e foi a tarde e a manhã o primeiro dia.6E disse Deus: Haja expansão em meio das águas, e separe as águas das águas.7E fez Deus a expansão, e separou as águas que estavam debaixo da expansão, das águas que estavam sobre a expansão: e foi assim.8E chamou Deus à expansão Céus: e foi a tarde e a manhã, o dia segundo.9E disse Deus: Juntem-se as águas que estão debaixo dos céus em um lugar, e descubra-se a porção seca; e foi assim.10E chamou Deus à porção seca Terra, e à reunião das águas chamou Mares; e viu Deus que era bom.11E disse Deus: Produza a terra erva verde, erva que dê semente; árvore de fruto que dê fruto segundo a sua espécie, que sua semente esteja nela, sobre a terra: e foi assim.12E produziu a terra erva verde, erva que dá semente segundo sua natureza, e árvore que dá fruto, cuja semente está nele, segundo a sua espécie; e viu Deus que era bom.13E foi a tarde e a manhã, o dia terceiro.14E disse Deus: Haja luminares na expansão dos céus para separar o dia e a noite: e sejam por sinais, e para as estações, e para dias e anos;15E sejam por luminares na expansão dos céus para iluminar sobre a terra: e foi.16E fez Deus os dois grandes luminares; o luminar maior para que exerça domínio no dia, e o luminar menor para que exerça domínio na noite; fez também as estrelas.17E as pôs Deus na expansão dos céus, para iluminar sobre a terra,18E para exercer domínio no dia e na noite, e para separar a luz e as trevas: e viu Deus que era bom.19E foi a tarde e a manhã, o dia quarto.20E disse Deus: Produzam as águas répteis de alma vivente, e aves que voem sobre a terra, na expansão aberta dos céus.21E criou Deus as grandes criaturas marinhas, e toda coisa viva que anda arrastando, que as águas produziram segundo a sua espécie, e toda ave de asas segundo sua espécie: e viu Deus que era bom.22E Deus os abençoou dizendo: Frutificai e multiplicai, e enchei as águas nos mares, e as aves se multipliquem na terra.23E foi a tarde e a manhã, o dia quinto.24E disse Deus: Produza a terra seres viventes segundo a sua espécie, animais e serpentes e animais da terra segundo sua espécie: e foi assim.25E fez Deus animais da terra segundo a sua espécie, e gado segundo a sua espécie, e todo animal que anda arrastando sobre a terra segundo sua espécie: e viu Deus que era bom.26E disse Deus: Façamos ao ser humano à nossa imagem, conforme nossa semelhança; e domine os peixes do mar, e as aves dos céus, e os animais, e toda a terra, e todo animal que anda arrastando sobre a terra.27E criou Deus o ser humano à sua imagem, à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou.28E Deus os abençoou; e disse-lhes Deus: Frutificai e multiplicai, e enchei a terra, e subjugai-a, e dominai os peixes do mar, as aves dos céus, e todos os animais que se movem sobre a terra.29E disse Deus: Eis que vos dei toda erva que dá semente, que está sobre a face de toda a terra; e toda árvore em que há fruto de árvore que dá semente, vos será para comer.30E a todo animal da terra, e a todas as aves dos céus, e a tudo o que se move sobre a terra, em que há vida, toda erva verde lhes será para comer: e foi assim.31E viu Deus tudo o que havia feito, e eis que era bom em grande maneira. E foi a tarde e a manhã, o dia sexto.
1Estes são os nomes dos filhos de Israel que entraram em Egito com Jacó; cada um entrou com sua família:2Rúben, Simeão, Levi e Judá;3Issacar, Zebulom e Benjamim;4Dã e Naftali, Gade e Aser.5Assim, todas as pessoas que descenderam do corpo de Jacó foram setenta. Porém José estava no Egito.6Depois que morreram José, todos os seus irmãos, e toda aquela geração,7os filhos de Israel cresceram e multiplicaram, e foram aumentados e fortalecidos grandemente; de maneira que a terra encheu-se deles.8Levantou-se, entretanto, um novo rei sobre o Egito, que não conhecia José.9Ele disse ao seu povo: Eis que o povo dos filhos de Israel é maior e mais forte que nós;10Agora, pois, sejamos astutos para com ele, a fim de que não se multiplique, e aconteça que caso venha guerra, ele se alie com nossos inimigos, lute contra nós, e saia do país.11Então puseram sobre o povo de Israel capatazes para os oprimirem com trabalhos forçados; e edificaram a Faraó as cidades de armazenamento, Pitom e Ramessés.12Porém, quanto mais os oprimiam, mais se multiplicavam e cresciam. Por isso eles detestavam os filhos de Israel.13Assim os egípcios fizeram os filhos de Israel servirem duramente,14e amargaram a vida deles com dura servidão, em fazerem barro e tijolos, em todo trabalho do campo, e em todo o seu serviço, ao qual os obrigavam com rigor.15E o rei do Egito falou às parteiras das hebreias, uma das quais se chamava Sifrá, e outra Puá, e disse-lhes:16Quando fizerdes o parto das hebreias, e olhardes os assentos, se for filho, matai-o; e se for filha, então viva.17Mas as parteiras temeram a Deus, e não fizeram como o rei do Egito lhes mandara; em vez disso, preservaram a vida dos meninos.18E o rei do Egito mandou chamar às parteiras e lhes perguntou: Por que fizestes isto, que preservastes a vida dos meninos?19As parteiras responderam a Faraó: As mulheres hebreias não são como as egípcias; pois são fortes, de maneira que dão à luz antes que a parteira chegue a elas.20E Deus fez bem às parteiras. E o povo se multiplicou, e se fortaleceu muito.21E por as parteiras terem temido a Deus, ele constituiu famílias a elas.22Então Faraó deu a todo o seu povo a seguinte ordem: Lançai no rio todo filho que nascer, e a toda filha preservai a vida.
1E chamou o SENHOR a Moisés, e falou com ele desde o tabernáculo do testemunho, dizendo:2Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando algum dentre vós oferecer oferta ao SENHOR, de gado vacum ou ovelha fareis vossa oferta.3Se sua oferta for holocausto de vacas, macho sem mácula o oferecerá: de sua vontade o oferecerá à porta do tabernáculo do testemunho diante do SENHOR.4E porá sua mão sobre a cabeça do holocausto; e ele o aceitará para expiar-lhe.5Então degolará o bezerro na presença do SENHOR; e os sacerdotes, filhos de Arão, oferecerão o sangue, e o espargirão ao redor sobre o altar, o qual está à porta do tabernáculo do testemunho.6E tirará a pele do holocausto, e o dividirá em suas peças.7E os filhos de Arão sacerdote porão fogo sobre o altar, e porão a lenha sobre o fogo.8Logo os sacerdotes, filhos de Arão, acomodarão as peças, a cabeça e o redenho, sobre a lenha que está sobre o fogo, que haverá encima do altar:9E lavará com água seus intestinos e suas pernas: e o sacerdote fará arder tudo sobre o altar: holocausto é, oferta acesa de cheiro suave ao SENHOR.10E se sua oferta para holocausto for de ovelhas, dos cordeiros, ou das cabras, macho sem defeito o oferecerá.11E há de degolá-lo ao lado norte do altar diante do SENHOR: e os sacerdotes, filhos de Arão, espargirão seu sangue sobre o altar ao redor.12E o dividirá em suas peças, com sua cabeça e seu redenho; e o sacerdote as acomodará sobre a lenha que está sobre o fogo, que haverá encima do altar;13E lavará suas entranhas e suas pernas com água; e o sacerdote o oferecerá tudo, e o fará arder sobre o altar; holocausto é, oferta acesa de cheiro suave ao SENHOR.14E se o holocausto se houver de oferecer ao SENHOR de aves, apresentará sua oferta de rolinhas, ou de pombinhos.15E o sacerdote a oferecerá sobre o altar, e há de tirar-lhe a cabeça, e fará que arda no altar; e seu sangue será espremido sobre a parede do altar.16E lhe há de tirar o papo e as penas, o qual lançará junto ao altar, até o oriente, no lugar das cinzas.17E a fenderá por suas asas, mas não a dividirá em dois: e o sacerdote a fará arder sobre o altar, sobre a lenha que estará no fogo; holocausto é, oferta acesa de cheiro suave ao SENHOR.
1E falou o SENHOR a Moisés no deserto de Sinai, no tabernáculo do testemunho, no primeiro dia do mês segundo, no segundo ano de sua saída da terra do Egito, dizendo:2Tomai o censo de toda a congregação dos filhos de Israel por suas famílias, pelas casas de seus pais, com a conta dos nomes, todos os homens por suas cabeças:3De vinte anos acima, todos os que podem sair à guerra em Israel, os contareis tu e Arão por suas tropas.4E estará convosco um homem de cada tribo, cada um chefe da casa de seus pais.5E estes são os nomes dos homens que estarão convosco: Da tribo de Rúben, Elizur filho de Sedeur.6De Simeão, Selumiel filho de Zurisadai.7De Judá, Naassom filho de Aminadabe.8De Issacar, Natanael filho de Zuar.9De Zebulom, Eliabe filho de Helom.10Dos filhos de José: de Efraim, Elisama filho de Amiúde; de Manassés, Gamaliel filho de Pedazur.11De Benjamim, Abidã filho de Gideoni.12De Dã, Aiezer filho de Amisadai.13De Aser, Pagiel filho de Ocrã.14De Gade, Eliasafe filho de Deuel.15De Naftali, Aira filho de Enã.16Estes foram os nomeados da congregação, príncipes das tribos de seus pais, capitães dos milhares de Israel.17Tomou pois Moisés e Arão a estes homens que foram declarados por seus nomes:18E juntaram toda a congregação no primeiro dia do mês segundo, e foram reunidos suas linhagens, pelas casas de seus pais, segundo a conta dos nomes, de vinte anos acima, por suas cabeças,19Como o SENHOR o havia mandado a Moisés; e contou-os no deserto de Sinai.20E os filhos de Rúben, primogênito de Israel, por suas gerações, por suas famílias, pelas casas de seus pais, conforme a conta dos nomes por suas cabeças, todos os homens de vinte anos acima, todos os que podiam sair à guerra;21Os contados deles, da tribo de Rúben, foram quarenta e seis mil e quinhentos.22Dos filhos de Simeão, por suas gerações, por suas famílias, pelas casas de seus pais, os contados deles conforme a conta dos nomes por suas cabeças, todos os homens de vinte anos acima, todos os que podiam sair à guerra;23Os contados deles, da tribo de Simeão, cinquenta e nove mil e trezentos.24Dos filhos de Gade, por suas gerações, por suas famílias, pelas casas de seus pais, conforme a conta dos nomes, de vinte anos acima, todos os que podiam sair à guerra;25Os contados deles, da tribo de Gade, quarenta e cinco mil seiscentos e cinquenta.26Dos filhos de Judá, por suas gerações, por suas famílias, pelas casas de seus pais, conforme a conta dos nomes, de vinte anos acima, todos os que podiam sair à guerra;27Os contados deles, da tribo de Judá, setenta e quatro mil e seiscentos.28Dos filhos de Issacar, por suas gerações, por suas famílias, pelas casas de seus pais, conforme a conta dos nomes, de vinte anos acima, todos os que podiam sair à guerra;29Os contados deles, da tribo de Issacar, cinquenta e quatro mil e quatrocentos.30Dos filhos de Zebulom, por suas gerações, por suas famílias, pelas casas de seus pais, conforme a conta de seus nomes, de vinte anos acima, todos os que podiam sair à guerra;31Os contados deles, da tribo de Zebulom, cinquenta e sete mil e quatrocentos.32Dos filhos de José: dos filhos de Efraim, por suas gerações, por suas famílias, pelas casas de seus pais, conforme a conta dos nomes, de vinte anos acima, todos os que podiam sair à guerra;33Os contados deles, da tribo de Efraim, quarenta mil e quinhentos.34Dos filhos de Manassés, por suas gerações, por suas famílias, pelas casas de seus pais, conforme a conta dos nomes, de vinte anos acima, todos os que podiam sair à guerra;35Os contados deles, da tribo de Manassés, trinta e dois mil e duzentos.36Dos filhos de Benjamim, por suas gerações, por suas famílias, pelas casas de seus pais, conforme a conta dos nomes, de vinte anos acima, todos os que podiam sair à guerra;37Os contados deles, da tribo de Benjamim, trinta e cinco mil e quatrocentos.38Dos filhos de Dã, por suas gerações, por suas famílias, pelas casas de seus pais, conforme a conta dos nomes, de vinte anos acima, todos os que podiam sair à guerra;39Os contados deles, da tribo de Dã, sessenta e dois mil e setecentos.40Dos filhos de Aser, por suas gerações, por suas famílias, pelas casas de seus pais, conforme a conta dos nomes, de vinte anos acima, todos os que podiam sair à guerra.41Os contados deles, da tribo de Aser, quarenta e um mil e quinhentos.42Dos filhos de Naftali, por suas gerações, por suas famílias, pelas casas de seus pais, conforme a conta dos nomes, de vinte anos acima, todos os que podiam sair à guerra;43Os contados deles, da tribo de Naftali, cinquenta e três mil e quatrocentos.44Estes foram os contados, os quais contaram Moisés e Arão, com os príncipes de Israel, que eram doze, um por cada casa de seus pais.45E foram todos os contados dos filhos de Israel pelas casas de seus pais, de vinte anos acima, todos os que podiam sair à guerra em Israel;46Foram todos os contados seiscentos três mil quinhentos e cinquenta.47Porém os levitas não foram contados entre eles segundo a tribo de seus pais.48Porque falou o SENHOR a Moisés, dizendo:49Somente não contarás a tribo de Levi, nem tomarás a conta deles entre os filhos de Israel:50Mas tu porás aos levitas no tabernáculo do testemunho, e sobre todos os seus utensílios, e sobre todas as coisas que lhe pertencem: eles levarão o tabernáculo e todos os seus utensílios, e eles servirão nele, e assentarão suas tendas ao redor do tabernáculo.51E quando o tabernáculo partir, os levitas o desarmarão; e quando o tabernáculo parar, os levitas o armarão: e o estranho que se chegar, morrerá.52E os filhos de Israel assentarão suas tendas cada um em seu esquadrão, e cada um junto à sua bandeira, por suas tropas;53Mas os levitas assentarão as suas ao redor do tabernáculo do testemunho, e não haverá ira sobre a congregação dos filhos de Israel: e os levitas terão a guarda do tabernáculo do testemunho.54E fizeram os filhos de Israel conforme todas as coisas que mandou o SENHOR a Moisés; assim o fizeram.
1Estas são as palavras que falou Moisés a todo Israel desta parte do Jordão no deserto, na planície diante do mar Vermelho, entre Parã, e Tofel, e Labã, e Hazerote, e Di-Zaabe.2Onze jornadas há desde Horebe, caminho do monte de Seir, até Cades-Barneia.3E foi, que aos quarenta anos, no mês décimo primeiro, ao primeiro dia do mês, Moisés falou aos filhos de Israel conforme todas as coisas que o SENHOR lhe havia mandado acerca deles;4Depois que feriu a Seom rei dos amorreus, que habitava em Hesbom, e a Ogue rei de Basã, que habitava em Astarote em Edrei:5Desta parte do Jordão, em terra de Moabe, resolveu Moisés declarar esta lei, dizendo:6O SENHOR nosso Deus nos falou em Horebe, dizendo: Demais haveis estado neste monte;7Voltai-vos, parti-vos e ide ao monte dos amorreus, e a todos seus vizinhos, na planície, no monte, e nos vales, e ao sul, e à costa do mar, à terra dos cananeus, e o Líbano, até o grande rio, o rio Eufrates.8Olhai, eu dei a terra em vossa presença; entrai e possuí a terra que o SENHOR jurou a vossos pais Abraão, Isaque, e Jacó, que lhes daria a eles e à sua descendência depois deles.9E eu vos falei então, dizendo: Eu não posso vos levar só:10O SENHOR vosso Deus vos multiplicou, e eis que sois hoje vós como as estrelas do céu em abundância.11O SENHOR Deus de vossos pais acrescente sobre vós como sois mil vezes, e vos abençoe, como vos prometeu!12Como levarei eu só vossos problemas, vossas cargas, e vossos pleitos?13Dai-me dentre vós, de vossas tribos, homens sábios e entendidos e experientes, para que eu os ponha por vossos chefes.14E me respondestes, e dissestes: Bom é fazer o que disseste.15E tomei os principais de vossas tribos, homens sábios e experientes, e os pus por chefes sobre vós, chefes de milhares, e chefes de centenas, e chefes de cinquenta, e líderes de dez, e governadores a vossas tribos.16E então mandei a vossos juízes, dizendo: Ouvi entre vossos irmãos, e julgai justamente entre o homem e seu irmão, e o que lhe é estrangeiro.17Não tenhais acepção de pessoas no juízo: tanto ao pequeno como ao grande ouvireis: não tereis temor de ninguém, porque o juízo é de Deus: e a causa que vos for difícil, a trareis a mim, e eu a ouvirei.18Eu vos mandei, pois, naquele tempo tudo o que havíeis de fazer.19E partidos de Horebe, andamos todo aquele grande e terrível deserto que vistes, pelo caminho do monte dos amorreus, como o SENHOR nosso Deus nos mandou; e chegamos até Cades-Barneia.20Então vos disse: Chegastes ao monte dos amorreus, o qual o SENHOR nosso Deus nos dá.21Olha, o SENHOR teu Deus deu diante de ti a terra: sobe e possui-a, como o SENHOR o Deus de teus pais te disse; não temas nem desmaies.22E aproximastes a mim todos vós, e dissestes: Enviemos homens diante de nós, que nos reconheçam a terra e nos tragam de volta relato do caminho por onde temos de subir, e das cidades aonde temos de chegar.23E o dito me apareceu bem: e tomei doze homens de vós, um homem por tribo:24E se encaminharam, e subiram ao monte, e chegaram até o vale de Escol, e reconheceram a terra.25E tomaram em suas mãos do fruto do país, e o trouxeram a nós, e nos contaram, e disseram: É boa a terra que o SENHOR nosso Deus nos dá.26Porém não quisestes subir, antes fostes rebeldes ao dito do SENHOR vosso Deus;27E murmurastes em vossas tendas, dizendo: Porque o SENHOR nos aborrecia, nos tirou da terra do Egito, para entregar-nos em mão dos amorreus para nos destruir.28Para onde subimos? Nossos irmãos fizeram desfalecer nosso coração, dizendo: Este povo é maior e mais alto que nós, as cidades grandes e muradas até o céu; e também vimos ali filhos de gigantes.29Então vos disse: Não temais, nem tenhais medo deles.30O SENHOR vosso Deus, o qual vai diante de vós, ele lutará por vós, conforme todas as coisas que fez por vós no Egito diante vossos olhos;31E no deserto viste que o SENHOR teu Deus te trouxe, como traz o homem a seu filho, por todo o caminho que andastes, até que viestes a este lugar.32E ainda com isto não crestes no SENHOR vosso Deus,33O qual ia diante de vós pelo caminho, para reconhecer-vos o lugar onde havíeis de assentar o acampamento, com fogo de noite para vos mostrar o caminho por onde andásseis, e com nuvem de dia.34E ouviu o SENHOR a voz de vossas palavras, e irou-se, e jurou dizendo:35Não verá homem algum destes desta má geração, a boa terra que jurei havia de dar a vossos pais,36Exceto Calebe filho de Jefoné: ele a verá, e a ele lhe darei a terra que pisou, e a seus filhos; porque cumpriu em seguir ao SENHOR.37E também contra mim se irou o SENHOR por vós, dizendo: Tampouco tu entrarás ali:38Josué filho de Num, que está diante de ti, ele entrará ali: anima-o; porque ele a fará herdar a Israel.39E vossas crianças, das quais dissestes serão por presa, e vossos filhos que não sabem hoje bem nem mal, eles entrarão ali, e a eles a darei, e eles a herdarão.40E vós voltai-vos, e parti-vos ao deserto caminho do mar Vermelho.41Então respondestes e me dissestes: Pecado temos contra o SENHOR; nós subiremos e lutaremos, conforme tudo o que o SENHOR nosso Deus nos mandou. E vos armastes cada um de suas armas de guerra, e vos preparastes para subir ao monte.42E o SENHOR me disse: Dize-lhes: Não subais, nem luteis, pois não estou entre vós; para que não sejais feridos diante de vossos inimigos.43E vos falei, e não destes ouvido; antes fostes rebeldes ao dito do SENHOR, e persistindo com altivez, subistes ao monte.44E saíram os amorreus, que habitavam naquele monte, a vosso encontro, e vos perseguiram, como fazem as vespas, e vos derrotaram em Seir, perseguindo-vos até Hormá.45E voltastes, e chorastes diante do SENHOR; mas o SENHOR não escutou vossa voz, nem vos prestou ouvido.46E estivestes em Cades por muitos dias, como nos dias que estivestes.
1E aconteceu depois da morte de Moisés servo do SENHOR, que o SENHOR falou a Josué filho de Num, assistente de Moisés, dizendo:2Meu servo Moisés é morto: levanta-te, pois, agora, e passa este Jordão, tu e todo este povo, à terra que eu lhes dou aos filhos de Israel.3Eu vos entreguei, como o disse a Moisés, todo lugar que pisar a planta de vosso pé.4Desde o deserto e este Líbano até o grande rio Eufrates, toda a terra dos heteus até o grande mar do ocidente, será vosso termo.5Ninguém poderá resistir a ti em todos os dias de tua vida: como eu fui com Moisés, serei contigo; não te deixarei, nem te desampararei.6Esforça-te e sê valente: porque tu repartirás a este povo por herança a terra, da qual jurei a seus pais que a daria a eles.7Somente te esforces, e sejas muito valente, para cuidar de fazer conforme toda a lei que meu servo Moisés te mandou: não te apartes dela nem à direita nem à esquerda, para que sejas próspero em todas as coisas que empreenderes.8O livro desta lei nunca se apartará de tua boca: antes de dia e de noite meditarás nele, para que guardes e faças conforme tudo o que nele está escrito: porque então farás prosperar teu caminho, e tudo te sairá bem.9Olha que te mando que te esforces e sejas valente: não temas nem desmaies, porque o SENHOR teu Deus será contigo onde quer que fores.10E Josué mandou aos oficiais do povo, dizendo:11Passai por meio do acampamento, e mandai ao povo, dizendo: Abastecei-vos de comida; porque dentro de três dias passareis o Jordão, para que entreis a possuir a terra que o SENHOR vosso Deus vos dá para que a possuais.12Também falou Josué aos rubenitas e gaditas, e à meia tribo de Manassés, dizendo:13Lembrai-vos da palavra que Moisés, servo do SENHOR, vos mandou dizendo: o SENHOR vosso Deus vos deu repouso, e vos deu esta terra.14Vossas mulheres e vossos meninos e vossas animais, ficarão na terra que Moisés vos deu desta parte do Jordão; mas vós, todos os valentes e fortes, passareis armados diante de vossos irmãos, e lhes ajudareis;15Até tanto que o SENHOR tenha dado repouso a vossos irmãos como a vós, e que eles também possuam a terra que o SENHOR vosso Deus lhes dá: e depois voltareis vós à terra de vossa herança, a qual Moisés servo do SENHOR vos deu, desta parte do Jordão até o oriente; e a possuireis.16Então responderam a Josué, dizendo: Nós faremos todas as coisas que nos mandaste, e iremos aonde quer que nos mandares.17Da maneira que obedecemos a Moisés em todas as coisas, assim obedeceremos a ti: somente o SENHOR teu Deus seja contigo, como foi com Moisés.18Qualquer um que for rebelde ao teu mandamento, e não obedecer às tuas palavras em todas as coisas que lhe mandares, que morra; somente que te esforces, e sejas valente.
1E aconteceu depois da morte de Josué, que os filhos de Israel consultaram ao SENHOR, dizendo: Quem subirá por nós primeiro para lutar contra os cananeus?2E o SENHOR respondeu: Judá subirá; eis que eu entreguei a terra em suas mãos.3E Judá disse a Simeão seu irmão: Sobe comigo à minha porção, e lutemos contra os cananeus, e eu também irei contigo à tua porção. E Simeão foi com ele.4E subiu Judá, e o SENHOR entregou em suas mãos aos cananeus e aos perizeus; e deles feriram em Bezeque dez mil homens.5E acharam a Adoni-Bezeque em Bezeque, e lutaram contra ele: e feriram aos cananeus e aos perizeus.6Mas Adoni-Bezeque fugiu; e seguiram-no, e prenderam-no, e cortaram-lhe os polegares das mãos e dos pés.7Então disse Adoni-Bezeque: Setenta reis, cortados os polegares de suas mãos e de seus pés, colhiam as migalhas debaixo de minha mesa: como eu fiz, assim Deus me pagou. E meteram-no em Jerusalém, de onde morreu.8E combateram os filhos de Judá a Jerusalém, e a tomaram, e puseram à espada, e puseram a fogo a cidade.9Depois os filhos de Judá desceram para lutar contra os cananeus que habitavam nas montanhas, e ao sul, e nas planícies.10E partiu Judá contra os cananeus que habitavam em Hebrom, a qual se chamava antes Quiriate-Arba; e feriram a Sesai, e a Aimã, e a Talmai.11E dali foi aos que habitavam em Debir, que antes se chamava Quiriate-Sefer.12E disse Calebe: O que ferir a Quiriate-Sefer, e a tomar, eu lhe darei a Acsa minha filha por mulher.13E tomou-a Otniel filho de Quenaz, irmão menor de Calebe: e ele lhe deu a Acsa sua filha por mulher.14E quando a levavam, persuadiu-lhe que pedisse a seu pai um campo. E ela desceu do asno, e Calebe lhe disse: Que tens?15Ela então lhe respondeu: Dá-me uma bênção: pois me deste terra de secura, que me dês também fontes de águas. Então Calebe lhe deu as fontes de acima e as fontes de abaixo.16E os filhos de queneu, sogro de Moisés, subiram da cidade das palmeiras com os filhos de Judá ao deserto de Judá, que está ao sul de Arade: e foram e habitaram com o povo.17E foi Judá ao seu irmão Simeão, e feriram aos cananeus que habitavam em Zefate, e assolaram-na: e puseram por nome à cidade, Hormá.18Tomou também Judá a Gaza com seu termo, e a Asquelom com seu termo, e a Ecrom com seu termo.19E o SENHOR foi com Judá, e expulsaram os das montanhas; mas não puderam expulsar os que habitavam nas planícies, os quais tinham carros de ferro.20E deram Hebrom a Calebe, como Moisés havia dito: e ele expulsou dali três filhos de Anaque.21Mas aos jebuseus que habitavam em Jerusalém, não expulsaram os filhos de Benjamim, e tanto os jebuseus habitaram com os filhos de Benjamim em Jerusalém até hoje.22Também os da casa de José subiram a Betel; e o SENHOR foi com eles.23E os da casa de José puseram espias em Betel, a qual cidade antes se chamava Luz.24E os que espiavam viram um homem que saía da cidade, e disseram-lhe: Mostra-nos agora a entrada da cidade, e faremos contigo misericórdia.25E ele lhes mostrou a entrada à cidade, e feriram-na a fio de espada; mas deixaram a aquele homem com toda sua família.26E fosse o homem à terra dos heteus, e edificou uma cidade, à qual chamou Luz; e este é seu nome até hoje.27Tampouco Manassés expulsou os de Bete-Seã, nem aos de suas aldeias, nem aos de Taanaque e suas aldeias, nem os de Dor e suas aldeias, nem os habitantes de Ibleão e suas aldeias, nem aos que habitavam em Megido e em suas aldeias; mas os cananeus quiseram habitar nessa terra.28Porém quando Israel tomou forças fez aos cananeus tributários, mas não o expulsou.29Também Efraim não expulsou os cananeus que habitavam em Gezer; antes habitaram os cananeus em meio deles em Gezer.30Também Zebulom não expulsou aos que habitavam em Quitrom e aos que habitavam em Naalol; mas os cananeus habitaram no meio dele, e lhe foram tributários.31Também Aser não expulsou aos que habitavam em Aco, e aos que habitavam em Sidom, Alabe, Aczibe, Helba, Afeque, e em Reobe;32em vez disso, Aser morou entre os cananeus que habitavam na terra; pois não os expulsou.33Também Naftali não expulsou os que habitavam em Bete-Semes e os que habitavam em Bete-Anate, mas morou entre os cananeus que habitavam na terra; todavia, os moradores de Bete-Semes e os moradores de Bete-Anate foram-lhe tributários.34Os amorreus pressionaram os filhos de Dã até as montanhas; pois não os permitiram descer ao vale.35E os amorreus quiseram habitar no monte de Heres, em Aijalom e em Saalbim; mas a mão da tribo de José foi mais forte, e os fizeram tributários.36E o limite dos amorreus foi desde a subida de Acrabim, desde a rocha, e daí acima.
1E aconteceu nos dias que governavam os juízes, que houve fome na terra. E um homem de Belém de Judá, foi a peregrinar nos campos de Moabe, ele e sua mulher, e dois filhos seus.2O nome daquele homem era Elimeleque, e o de sua mulher Noemi; e os nomes de seus dois filhos eram Malom e Quiliom, efrateus de Belém de Judá. Chegaram, pois, aos campos de Moabe, e assentaram ali.3E morreu Elimeleque, marido de Noemi, e restou ela com seus dois filhos;4Os quais tomaram para si mulheres de Moabe, o nome da uma Orfa, e o nome da outra Rute; e habitaram ali uns dez anos.5E morreram também os dois, Malom e Quiliom, restando assim a mulher desamparada de seus dois filhos e de seu marido.6Então se levantou com suas noras, e voltou-se dos campos de Moabe: porque ouviu no campo de Moabe que o SENHOR havia visitado a seu povo para dar-lhes pão.7Saiu, pois, do lugar de onde havia estado, e com ela suas duas noras, e começaram em caminhar para voltar-se à terra de Judá.8E Noemi disse a suas duas noras: Andai, voltai-vos cada uma à casa de sua mãe: o SENHOR faça convosco misericórdia, como a fizestes com os mortos e comigo.9Dê-vos o SENHOR que acheis descanso, cada uma em casa de seu marido: beijou-as logo, e elas choraram a voz em grito.10E disseram-lhe: Certamente nós voltaremos contigo a teu povo.11E Noemi respondeu: Voltai-vos, filhas minhas: para que haveis de ir comigo? tenho eu mais filhos no ventre, que possam ser vossos maridos?12Voltai-vos, filhas minhas, e ide; que eu já sou velha para ser para me casar com homem. E ainda que dissesse: Tenho esperanço; e esta noite me casasse com um homem, e ainda desse à luz filhos;13Teríeis vós de esperá-los até que fossem grandes? Ficaríeis vós sem se casar por causa deles? Não, filhas minhas; que maior amargura tenho eu que vós, pois a mão do SENHOR saiu contra mim.14Mas elas levantando outra vez sua voz, choraram: e Orfa beijou à sua sogra, mas Rute se ficou com ela.15E Noemi disse: Eis que tua cunhada se voltou a seu povo e a seus deuses; volta-te atrás dela.16E Rute respondeu: Não me rogues que te deixe, e que me aparte de ti: porque de onde quer que tu fores, irei eu; e de onde quer que viveres, viverei. Teu povo será meu povo, e teu Deus meu Deus.17Onde tu morreres, morrerei eu, e ali serei sepultada: assim me faça o SENHOR, e assim me dê, que somente a morte fará separação entre mim e ti.18E vendo Noemi que estava tão decidida a ir com ela, deixou de falar-lhe.19Andaram, pois, elas duas até que chegaram a Belém: e aconteceu que entrando em Belém, toda a cidade se comoveu por razão delas, e diziam: Não é esta Noemi?20E ela lhes respondia: Não me chameis Noemi, mas sim me chamai Mara: porque em grande amargura me pôs o Todo-Poderoso.21Eu me fui cheia, mas vazia me fez voltar o SENHOR. Por que me chamareis Noemi, já que o SENHOR deu testemunho contra mim, e o Todo-Poderoso me afligiu?22Assim voltou Noemi e Rute moabita sua nora com ela; voltou dos campos de Moabe, e chegaram a Belém no princípio da colheita das cevadas.
1Houve um homem de Ramataim de Zofim, do monte de Efraim, que se chamava Elcana, filho de Jeroão, filho de Eliú, filho de Toú, filho de Zufe, efraimita.2E tinha ele duas mulheres; o nome da uma era Ana, e o nome da outra Penina. E Penina tinha filhos, mas Ana não os tinha.3E subia aquele homem todos os anos de sua cidade, a adorar e sacrificar ao SENHOR dos exércitos em Siló, de onde estavam dois filhos de Eli, Hofni e Fineias, sacerdotes do SENHOR.4E quando vinha o dia, Elcana sacrificava, e dava a Penina sua mulher, e a todos seus filhos e a todas suas filhas, a cada um sua parte.5Mas a Ana dava uma parte escolhida; porque amava a Ana, ainda que o SENHOR houvesse fechado sua madre.6E sua concorrente a irritava, irando-a e entristecendo-a, porque o SENHOR havia fechado sua madre.7E assim fazia cada ano: quando subia à casa do SENHOR, irritava assim à outra; pelo qual ela chorava, e não comia.8E Elcana seu marido lhe disse: Ana, por que choras? Por que não comes? E por que está afligido teu coração? Não te sou eu melhor que dez filhos?9E levantou-se Ana depois que havia comido e bebido em Siló; e enquanto o sacerdote Eli estava sentado em uma cadeira junto a um pilar do templo do SENHOR,10Ela com amargura de alma orou ao SENHOR, e chorou abundantemente.11E fez voto, dizendo: SENHOR dos exércitos, se te dispuseres a olhar a aflição de tua serva, e te lembrares de mim, e não te esqueceres de tua serva, mas deres à tua serva um filho homem, eu o dedicarei ao SENHOR todos os dias de sua vida, e não subirá navalha sobre sua cabeça.12E foi que quando ela orava longamente diante do SENHOR, Eli estava observando a boca dela.13Mas Ana falava em seu coração, e somente se moviam seus lábios, e sua voz não se ouvia; e teve-a Eli por embriagada.14Então lhe disse Eli: Até quando estarás embriagada? Afasta-te do vinho.15E Ana lhe respondeu, dizendo: Não, senhor meu: mas eu sou uma mulher sofredora de espírito: não bebi vinho nem bebida forte, mas sim que derramei minha alma diante do SENHOR.16Não tenhas a tua serva por uma mulher ímpia: porque pela grandeza de minhas angústias e de minha aflição falei até agora.17E Eli respondeu, e disse: Vai em paz, e o Deus de Israel te conceda a petição que lhe fizeste.18E ela disse: Ache tua serva favor diante de teus olhos. E foi-se a mulher seu caminho, e comeu, e não esteve mais triste.19E levantando-se de manhã, adoraram diante do SENHOR, e voltaram, e vieram a sua casa em Ramá. E Elcana se deitou com sua mulher Ana, e o SENHOR se lembrou dela.20E foi que corrido o tempo, depois de haver concebido Ana, deu à luz um filho, e pôs-lhe por nome Samuel, dizendo: Porquanto o pedi ao SENHOR.21Depois subiu o homem Elcana, com toda sua família, a sacrificar ao SENHOR o sacrifício costumeiro, e seu voto.22Mas Ana não subiu, mas sim disse a seu marido: Eu não subirei até que o menino seja desmamado; para que o leve e seja apresentado diante do SENHOR, e fique ali para sempre.23E Elcana seu marido lhe respondeu: Faze o que bem te parecer; fica-te até que o desmames; somente o SENHOR cumpra sua palavra. E ficou a mulher, e creu seu filho até que o desmamou.24E depois que o desmamou, levou-o consigo, com três bezerros, e um efa de farinha, e uma vasilha de vinho, e trouxe-o à casa do SENHOR em Siló: e o menino era pequeno.25E matando o bezerro, trouxeram o menino a Eli.26E ela disse: Oh, senhor meu! Vive tua alma, senhor meu, eu sou aquela mulher que esteve aqui junto a ti orando ao SENHOR.27Por este menino orava, e o SENHOR me deu o que lhe pedi.28Eu, pois, o devolvo também ao SENHOR: todos os dias que viver, será do SENHOR. E adorou ali ao SENHOR.
1E aconteceu depois da morte de Saul, que quando Davi voltou da derrota dos amalequitas, ficou dois dias em Ziclague;2E ao terceiro dia aconteceu, que veio um do acampamento de Saul, rasgadas suas roupas, e terra sobre sua cabeça: e chegando a Davi, prostrou-se em terra, e fez reverência.3E perguntou-lhe Davi: De onde vens? E ele respondeu: Eu me escapei do acampamento de Israel.4E Davi lhe disse: Que aconteceu? Rogo-te que me digas. E ele respondeu: O povo fugiu da batalha, e também muitos do povo caíram e foram mortos: também Saul e Jônatas seu filho morreram.5E disse Davi àquele rapaz que lhe dava as novas: Como sabes que Saul está morto, e Jônatas seu filho?6E o rapaz que lhe dava as novas respondeu: Casualmente vim ao monte de Gilboa, e achei a Saul que estava recostado sobre sua lança, e vinham atrás dele carros e cavaleiros.7E quando ele olhou atrás, viu-me e chamou-me; e eu disse: Eis-me aqui.8E ele me disse: Quem és tu? E eu lhe respondi: Sou amalequita.9E ele me voltou a dizer: Eu te rogo que te ponhas sobre mim, e me mates, porque me tomam angústias, e toda minha alma está ainda em mim.10Eu então me pus sobre ele, e matei-o, porque sabia que não podia viver depois de sua queda: e tomei a coroa que tinha em sua cabeça, e o bracelete que trazia em seu braço, e trouxe-os aqui a meu senhor.11Então Davi agarrando suas roupas, rompeu-os; e o mesmo fizeram os homens que estavam com ele.12E choraram e lamentaram, e jejuaram até à tarde, por Saul e por Jônatas seu filho, e pelo povo do SENHOR, e pela casa de Israel: porque haviam caído à espada.13E Davi disse a aquele rapaz que lhe havia trazido as novas: De onde és tu? E ele respondeu: Eu sou filho de um estrangeiro, amalequita.14E disse-lhe Davi: Como não tiveste temor de estender tua mão para matar ao ungido do SENHOR?15Então chamou Davi um dos rapazes, e disse-lhe: Chega, e mata-o. E ele o feriu, e morreu.16E Davi lhe disse: Teu sangue seja sobre tua cabeça, pois que tua boca testemunhou contra ti, dizendo: Eu matei ao ungido do SENHOR.17E lamentou Davi a Saul e a Jônatas seu filho com esta lamentação.18(Disse também que ensinassem ao arco aos filhos de Judá. Eis que está escrito no livro do direito:)19Pereceu a glória de Israel sobre tuas montanhas! Como caíram os valentes!20Não o anuncieis em Gate, Não deis as novas nas praças de Asquelom; Para que não se alegrem as filhas dos filisteus, Para que não saltem de alegria as filhas dos incircuncisos.21Montes de Gilboa, nem orvalho nem chuva caia sobre vós, nem sejais terras de ofertas; Porque ali foi rejeitado o escudo dos valentes, O escudo de Saul, como se não houvesse sido ungido com azeite.22Do sangue de mortos, da gordura de valentes, o arco de Jônatas nunca retrocedeu, nem a espada de Saul voltou vazia.23Saul e Jônatas, amados e queridos em sua vida, Em sua morte tampouco foram separados: Mais ligeiros que águas, Mais fortes que leões.24Filhas de Israel, chorai sobre Saul, Que vos vestia de escarlata em regozijo, Que adornava vossas roupas com ornamentos de ouro.25Como caíram os valentes em meio da batalha! Jônatas, morto em tuas alturas!26Angústia tenho por ti, irmão meu Jônatas, Que me foste muito doce: Mais maravilhoso me foi o teu amor, Que o amor das mulheres.27Como caíram os valentes, E pereceram as armas de guerra!
1Quando o rei Davi era velho, e de idade avançada, cobriam-lhe de roupas, mas não se aquecia.2Disseram-lhe portanto seus servos: Busquem a meu senhor o rei uma moça virgem, para que esteja diante do rei, e o abrigue, e durma a seu lado, e aquecerá a meu senhor o rei.3E buscaram uma moça formosa por todo o termo de Israel, e acharam a Abisague sunamita, e trouxeram-na ao rei.4E a moça era formosa, a qual aquecia ao rei, e lhe servia: mas o rei nunca a conheceu.5Então Adonias filho de Hagite se levantou, dizendo: Eu reinarei. E preparou carros e cavaleiros, e cinquenta homens que corressem adiante dele.6E seu pai nunca o entristeceu em todos seus dias com dizer-lhe: Por que fazes assim? E também este era de bela aparência; e havia o gerado depois de Absalão.7E tinha tratos com Joabe filho de Zeruia, e com Abiatar sacerdote, os quais ajudavam a Adonias.8Mas Zadoque sacerdote, e Benaia filho de Joiada, e Natã profeta, e Simei, e Reí, e todos os grandes de Davi, não seguiam a Adonias.9E matando Adonias ovelhas e vacas e animais engordados junto à penha de Zoelete, que está próxima da fonte de Rogel, convidou a todos seus irmãos os filhos do rei, e a todos os homens de Judá, servos do rei:10Mas não convidou a Natã profeta, nem a Benaia, nem aos grandes, nem a Salomão seu irmão.11E falou Natã a Bate-Seba mãe de Salomão, dizendo: Não ouviste que reina Adonias filho de Hagite, sem sabê-lo Davi nosso senhor?12Vem pois agora, e toma meu conselho, para que guardes tua vida, e a vida de teu filho Salomão.13Vai, e entra ao rei Davi, e dize-lhe: Rei senhor meu, não juraste tu à tua serva, dizendo: Salomão teu filho reinará depois de mim, e ele se sentará em meu trono? por que pois reina Adonias?14E estando tu ainda falando com o rei, eu entrarei atrás de ti, e acabarei teus argumentos.15Então Bate-Seba entrou ao rei à câmara: e o rei era muito velho; e Abisague sunamita servia ao rei.16E Bate-Seba se inclinou, e fez reverência ao rei. E o rei disse: Que tens?17E ela lhe respondeu: Senhor meu, tu juraste à tua serva pelo SENHOR teu Deus, dizendo: Salomão teu filho reinará depois de mim, e ele se sentará em meu trono;18E eis que agora Adonias reina: e tu, meu senhor rei, agora não o soubeste.19Matou bois, e animais engordados, e muitas ovelhas, e convidou a todos os filhos do rei, e a Abiatar sacerdote, e a Joabe general do exército; mas a Salomão teu servo não convidou.20Entretanto, rei senhor meu, os olhos de todo Israel estão sobre ti, para que lhes declares quem se há de sentar no trono de meu senhor o rei depois dele.21De outra sorte acontecerá, quando meu senhor o rei descansar com seus pais, que eu e meu filho Salomão seremos tidos por culpados.22E estando ainda falando ela com o rei, eis que Natã profeta, que veio.23E deram aviso ao rei, dizendo: Eis que Natã profeta: o qual quando entrou ao rei, prostrou-se diante do rei inclinando seu rosto à terra.24E disse Natã: Rei senhor meu, disseste tu: Adonias reinará depois de mim, e ele se sentará em meu trono?25Porque hoje desceu, e matou bois, e animais engordados, e muitas ovelhas, e convidou a todos os filhos do rei, e aos capitães do exército, e também a Abiatar sacerdote; e eis que, estão comendo e bebendo diante dele, e disseram: Viva o rei Adonias!26Mas nem a mim teu servo, nem a Zadoque sacerdote, nem a Benaia filho de Joiada, nem a Salomão teu servo, convidou.27É este negócio ordenado por meu senhor o rei, sem haver declarado a teu servo quem se havia de sentar no trono de meu senhor o rei depois dele?28Então o rei Davi respondeu, e disse: Chamai-me a Bate-Seba. E ela entrou à presença do rei, e pôs-se diante do rei.29E o rei jurou, dizendo: Vive o SENHOR, que redimiu minha alma de toda angústia,30Que como eu te ei jurado pelo SENHOR Deus de Israel, dizendo: Teu filho Salomão reinará depois de mim, e ele se sentará em meu trono em lugar meu; que assim o farei hoje.31Então Bate-Seba se inclinou ao rei, seu rosto à terra, e fazendo reverência ao rei, disse: Viva meu senhor o rei Davi para sempre.32E o rei Davi disse: Chamai-me a Zadoque sacerdote, e a Natã profeta, e a Benaia filho de Joiada. E eles entraram à presença do rei.33E o rei lhes disse: Tomai convosco os servos de vosso senhor, e fazei subir a Salomão meu filho em minha mula, e levai-o a Giom:34E ali o ungirão Zadoque sacerdote e Natã profeta por rei sobre Israel; e tocareis trombeta, dizendo: Viva o rei Salomão!35Depois ireis vós detrás dele, e virá e se sentará em meu trono, e ele reinará por mim; porque a ele ordenei para que seja príncipe sobre Israel e sobre Judá.36Então Benaia filho de Joiada respondeu ao rei, e disse: Amém. Assim o diga o SENHOR, Deus de meu senhor o rei.37Da maneira que o SENHOR foi com meu senhor o rei, assim seja com Salomão; e ele faça maior seu trono que o trono de meu senhor o rei Davi.38E desceu Zadoque sacerdote, e Natã profeta, e Benaia filho de Joiada, e os quereteus e os peleteus, e fizeram subir a Salomão na mula do rei Davi, e levaram-no a Giom.39E tomando Zadoque sacerdote o chifre do azeite do tabernáculo, ungiu a Salomão: e tocaram trombeta, e disse todo o povo: Viva o rei Salomão!40Depois subiu todo o povo depois dele, e cantava a gente com flautas, e faziam grandes alegrias, que parecia que a terra se fendia com o barulho deles.41E ouviu-o Adonias, e todos os convidados que com ele estavam, quando já haviam acabado de comer. E ouvindo Joabe o som da trombeta, disse: Por que se alvoroça a cidade com estrondo?42Estando ainda ele falando, eis que Jônatas filho de Abiatar sacerdote veio, ao qual disse Adonias: Entra, porque tu és homem de esforço, e trarás boas novas.43E Jônatas respondeu, e disse a Adonias: Certamente nosso senhor o rei Davi há feito rei a Salomão:44E o rei enviou com ele a Zadoque sacerdote e a Natã profeta, e a Benaia filho de Joiada, e também aos quereteus e aos peleteus, os quais lhe fizeram subir na mula do rei;45E Zadoque sacerdote e Natã profeta o ungiram em Giom por rei: e de ali subiram com alegrias, e a cidade está cheia de estrondo. Este é o alvoroço que ouvistes.46E também Salomão se há sentado no trono do reino.47E ainda os servos do rei vieram a bendizer a nosso senhor o rei Davi, dizendo: Deus faça bom o nome de Salomão mais que teu nome, e faça maior seu trono que o teu. E o rei adorou na cama.48E também o rei falou assim: Bendito seja o SENHOR Deus de Israel, que deu hoje quem se sente em meu trono, vendo-o meus olhos.49Eles então se estremeceram, e levantaram-se todos os convidados que estavam com Adonias, e foi-se cada um por seu caminho.50Mas Adonias, temendo da presença de Salomão, levantou-se e foi-se, e agarrou as pontas do altar.51E foi feito saber a Salomão, dizendo: Eis que que Adonias tem medo do rei Salomão: pois agarrou as pontas do altar, dizendo: Jure-me hoje o rei Salomão que não matará à espada a seu servo.52E Salomão disse: Se ele for virtuoso, nenhum de seus cabelos cairá em terra: mas se se achar mal nele, morrerá.53E enviou o rei Salomão, e trouxeram-no do altar; e ele veio, e inclinou-se ao rei Salomão. E Salomão lhe disse: Vai-te à tua casa.
1Depois da morte de Acabe, Moabe rebelou-se contra Israel.2E Acazias caiu pela sacada de uma sala da casa que tinha em Samaria; e estando enfermo enviou mensageiros, e disse-lhes: Ide, e consultai a Baal-Zebube deus de Ecrom, se sararei desta minha enfermidade.3Então o anjo do SENHOR falou a Elias Tisbita, dizendo: Levanta-te, e sobe a encontrar-te com os mensageiros do rei de Samaria, e lhes dirás: Acaso não há Deus em Israel, para que vades a consultar Baal-Zebube, deus de Ecrom?4Portanto assim disse o SENHOR: Do leito em que subiste não descerás, antes certamente morrerás. E Elias se foi.5E quando os mensageiros voltaram ao rei, ele lhes disse: Por que, pois, voltastes?6E eles lhe responderam: Encontramos um homem que nos disse: Ide, e voltai ao rei que vos enviou, e dizei-lhe: Assim disse o SENHOR: Acaso não há Deus em Israel, para que tu envias a consultar Baal-Zebube, deus de Ecrom? Portanto, do leito em que subiste não descerás, antes certamente morrerás.7Então ele lhes disse: Qual era a roupa daquele homem que encontrastes, e que vos disse tais palavras?8E eles lhe responderam: Um homem vestido de pelos, e cingia seus lombos com um cinto de couro. Então ele disse: É Elias, o tisbita.9E enviou logo a ele um capitão de cinquenta com seus cinquenta, o qual subiu a ele; e eis que ele estava sentado no cume do monte. E ele lhe disse: Homem de Deus, o rei disse que desças.10E Elias respondeu, e disse ao capitão de cinquenta: Se eu sou homem de Deus, desça fogo do céu, e consuma-te com teus cinquenta. E desceu fogo do céu, que o consumiu a ele e a seus cinquenta.11Voltou o rei a enviar a ele outro capitão de cinquenta com seus cinquenta; e falou-lhe, e disse: Homem de Deus, o rei disse assim: Desce logo.12E respondeu-lhe Elias, e disse: Se eu sou homem de Deus, desça fogo do céu, e consuma-te com teus cinquenta. E desceu fogo do céu, que o consumiu a ele e a seus cinquenta.13E voltou a enviar o terceiro capitão de cinquenta com seus cinquenta; e subindo aquele terceiro capitão de cinquenta, ficou de joelhos diante de Elias, e rogou-lhe, dizendo: Homem de Deus, rogo-te que diante dos teus olhos seja preciosa minha vida e a vida destes teus cinquenta servos.14Eis que desceu fogo do céu, e consumiu os dois primeiros capitães de cinquenta, com seus cinquenta; seja agora minha vida preciosa diante de teus olhos.15Então o anjo do SENHOR disse a Elias: Desce com ele; não tenhas dele medo. E ele se levantou, e desceu com ele ao rei.16E disse-lhe: Assim disse o SENHOR: Por que enviaste mensageiros a consultar Baal-Zebube, deus de Ecrom? Acaso não há Deus em Israel para consultar a sua palavra? Não descerás, portanto, do leito em que subiste, antes certamente morrerás.17E morreu conforme à palavra do SENHOR que Elias havia falado; e reinou em seu lugar Jorão, no segundo ano de Jeorão, filho de Josafá rei de Judá; porque Acazias não tinha filho.18E os demais dos feitos de Acazias, não estão escrito no livro das crônicas dos reis de Israel?
1Adão, Sete, Enos,2Cainã, Maalalel, Jarede,3Enoque, Matusalém, Lameque,4Noé, Sem, Cam, e Jafé.5Os filhos de Jafé foram: Gômer, Magogue, Dadai, Javã, Tubal, Meseque, e Tiras.6Os filhos de Gômer: Asquenaz, Rifate, e Togarma.7Os filhos de Javã: Elisá, Társis, Quitim, e Dodanim.8Os filhos de Cam: Cuxe, Misraim, Pute, e Canaã.9Os filhos de Cuxe: Sebá, Havilá, Sabtá, Raamá, e Sabtecá. E os filhos de Raamá foram: Sebá e Dedã.10E Cuxe gerou a Ninrode: este começou a ser poderoso na terra.11Misraim gerou aos ludeus, aos ananeus, aos leabeus, aos leabeus, aos naftueus,12Aos patrusitas, e aos casluítas (destes saíram os Filisteus), e os caftoreus.13E Canaã gerou a Sidom, seu primogênito; e a Hete;14E aos jebuseus, aos amorreus, aos girgaseus;15Aos heveus, aos arqueus, ao sineus;16Aos arvadeus, aos zemareus, e aos hamateus.17Os filhos de Sem foram: Elão, Assur, Arfaxade, Lude, Arã, Uz, Hul, Geter, e Meseque.18Arfaxade gerou a Selá, e Selá gerou a Héber.19E a Héber nasceram dois filhos: o nome do um foi Pelegue, pois em seus dias a terra foi dividida; e o nome de seu irmão foi Joctã.20E Joctã gerou a Almodá, Salefe, Hazarmavé, e Jerá,21E a Adorão, Uzal, Dicla,22Ebal, Abimael, Sebá,23Ofir, Havilá, e a Jobabe: todos filhos de Joctã.24Sem, Arfaxade, Selá,25Héber, Pelegue, Reú,26Serugue, Naor, Terá,27E Abrão, o qual é Abraão.28Os filhos de Abraão foram: Isaque e Ismael.29E estas são suas gerações: o primogênito de Ismael foi Nebaiote; depois Quedar, Adbeel, Mibsão,30Misma, Dumá, Massá, Hadade, Temá,31Jetur, Nafis, e Quedemá. Estes foram os filhos de Ismael.32Quanto aos filhos de Quetura, concubina de Abraão, esta deu à luz Zinrã, Jocsã, Medã, Midiã, Isbaque, e a Suá. Os filhos de Jobsã: Sebá e Dedã.33Os filhos de Midiã: Efá, Efer, Enoque, Abida, e Elda; todos estes foram filhos de Quetura.34E Abraão gerou a Isaque: e os filhos de Isaque foram Esaú e Israel.35Os filhos de Esaú: Elifaz, Reuel, Jeús, Jalão, e Corá.36Os filhos de Elifaz: Temã, Omar, Zefi, Gatã, Quenaz, Timna, e Amaleque.37Os filhos de Reuel: Naate, Zerá, Samá, e Mizá.38Os filhos de Seir: Lotã, Sobal, Zibeão, Ana, Disom, Eser, e Disã.39Os filhos de Lotã: Hori, e Homã: e Timna foi irmã de Lotã.40Os filhos de Sobal: Aliã, Manaate, Ebal, Sefi e Onã. Os filhos de Zibeão foram: Aiá, e Aná.41Disom foi filho de Aná: e os filhos de Disom foram Hanrão, Esbã, Itrã e Querã.42Os filhos de Eser foram: Bilã, Zaavã, e Jaacã. Os filhos de Disã: Uz e Arã.43E estes são os reis que reinaram na terra de Edom, antes que reinasse algum rei sobre os filhos de Israel: Belá, filho de Beor; e o nome de sua cidade era Dinabá.44Belá morreu, e reinou em seu lugar Jobabe, filho de Zerá, de Bozra.45Jobabe morreu, e reinou em seu lugar Husão, da terra dos Temanitas.46Husão morreu, e reinou em seu lugar Hadade, filho de Bedade, o qual feriu aos midianitas no campo de Moabe; e o nome de sua cidade era Avite.47Hadade morreu, e reinou em seu lugar Sanlá, de Masreca.48Sanlá morreu, e reinou em seu lugar Saul de Reobote, que está junto ao rio.49E Saul morreu, e reinou em seu lugar Baal-Hanã, filho de Acbor.50E Baal-Hanã morreu, e reinou em seu lugar Hadade, cuja cidade tinha por nome Paí; e o nome de sua mulher era Meetabel, filha de Matrede, a filha de Mezaabe.51Hadade morreu. E os príncipes em Edom foram: o príncipe Timna, o príncipe Aliá, o príncipe Jetete,52O príncipe Oolibama, o príncipe Elá, o príncipe Pinom,53O príncipe Quenaz, o príncipe Temã, o príncipe Mibzar,54O príncipe Magdiel, o príncipe Irã. Estes foram os príncipe de Edom.
1E Salomão filho de Davi foi estabelecido em seu reino; e o SENHOR seu Deus foi com ele, e lhe engrandeceu muito.2E chamou Salomão a todo Israel, comandantes, líderes de centenas, e juízes, e a todos os príncipes de todo Israel, cabeças de famílias.3E foi Salomão, e com ele toda esta congregação, ao alto que havia em Gibeão; porque ali estava o tabernáculo do testemunho de Deus, que Moisés servo do SENHOR havia feito no deserto.4Mas Davi havia trazido a arca de Deus de Quriate-Jearim ao lugar que ele lhe havia preparado; porque ele lhe havia estendido uma tenda em Jerusalém.5Assim o altar de bronze que havia feito Bezalel filho de Uri filho de Hur, estava ali diante do tabernáculo do SENHOR, ao qual Salomão foi a consultar com aquela congregação.6Subiu, pois, Salomão ali diante do SENHOR, ao altar de bronze que estava no tabernáculo do testemunho, e ofereceu sobre ele mil holocaustos.7E aquela noite apareceu Deus a Salomão, e disse-lhe: Pede o que queres que eu te dê.8E Salomão disse a Deus: Tu fizeste com Davi meu pai grande misericórdia, e a mim me puseste por rei em seu lugar.9Confirme-se, pois, agora, ó SENHOR Deus, tua palavra dada a Davi meu pai; porque tu me puseste por rei sobre um povo em multidão como o pó da terra.10Dá-me agora sabedoria e conhecimento, para sair e entrar diante deste povo: porque quem poderá julgar este teu povo tão grande?11E disse Deus a Salomão: Porquanto isto foi em teu coração, que não pediste riquezas, riqueza, ou glória, nem a alma dos que te querem mal, nem pediste muitos dias, mas sim que pediste para ti sabedoria e conhecimento para julgar meu povo, sobre o qual te constituí por rei.12Sabedoria e conhecimento te são dados; e também te darei riquezas, bens, e glória, que nunca houve nos reis que foram antes de ti, nem depois de ti haverá tais.13E voltou Salomão a Jerusalém do alto que estava em Gibeão, de ante o tabernáculo do testemunho; e reinou sobre Israel.14E juntou Salomão carros e cavaleiros; e teve mil e quatrocentos carros, e doze mil cavaleiros, os quais pôs nas cidades dos carros, e com o rei em Jerusalém.15E pôs o rei prata e ouro em Jerusalém como pedras, e cedro como sicômoros que nascem nos campos em abundância.16E traziam cavalos do Egito e de Coa para Salomão; pois os mercadores do rei os compravam de Coa por um certo preço.17E subiam, e tiravam do Egito, um carro por seiscentas peças de prata, e um cavalo por cento e cinquenta: e assim se tiravam por meio deles para todos os reis dos Heteus, e para os reis da Síria.
1No primeiro ano de Ciro rei da Pérsia, para que se cumprisse a palavra do SENHOR pela boca de Jeremias, o SENHOR despertou o espírito de Ciro rei da Pérsia, o qual mandou proclamar por todo o seu reino, e também por escrito, dizendo:2Assim diz Ciro, rei da Pérsia: O SENHOR, Deus dos céus, me deu todos os reinos da terra; e ele me mandou que lhe edificasse uma casa em Jerusalém, que está em Judá.3Quem há entre vós de todo seu povo, seu Deus seja com ele, e suba a Jerusalém que está em Judá, e edifique a casa ao SENHOR Deus de Israel; ele é o Deus que habita em Jerusalém.4E todo aquele que tiver restado em qualquer lugar onde estiver morando, os homens de seu lugar o ajudem com prata, ouro, bens, e animais; além das doações voluntárias para a casa de Deus, que está em Jerusalém.5Então se levantaram os chefes das famílias de Judá e de Benjamim, os sacerdotes e os Levitas, e todos aqueles cujo espírito Deus despertou, para subirem a edificar a casa do SENHOR, que está em Jerusalém.6E todos os que estavam em seus arredores fortaleceram suas mãos com objetos de prata e de ouro, com bens e animais, e com coisas preciosas, além de tudo o que foi dado voluntariamente.7Também o rei Ciro tirou os utensílios da casa do SENHOR, que Nabucodonosor tinha trazido de Jerusalém, e posto na casa de seus deuses.8E Ciro, rei da Pérsia, tirou-os por meio do tesoureiro Mitridate, o qual os deu contados a Sesbazar, príncipe de Judá.9E esta é o seu número: trinta bacias de ouro, mil bacias de prata, vinte e nove facas,10Trinta taças de ouro, quatrocentas e dez taças de prata, e mil outros utensílios.11Todos os utensílios de ouro e de prata foram cinco mil e quatrocentos. Sesbazar trouxe todos estes com os que subiram do cativeiro, da Babilônia a Jerusalém.
1Palavras de Neemias, filho de Hacalias. E aconteceu no mês de Quisleu, no ano vigésimo, enquanto eu estava na fortaleza de Susã,2Veio Hanani, um de meus irmãos, ele e alguns homens de Judá, e perguntei-lhes pelos judeus que haviam escapado, que haviam restado do cativeiro, e por Jerusalém.3E me disseram: Os restantes, os que restaram da cativeiro lá na província, estão em grande miséria e desprezo; e o muro de Jerusalém está fendido, e suas portas queimadas a fogo. 4E aconteceu que, quando eu ouvi estas palavras, sentei-me e chorei, e fiquei de luto por alguns dias; e jejuei e orei diante do Deus dos céus.5E disse: Ó SENHOR, Deus dos céus, Deus grande e temível, que guarda o pacto e a bondade aos que o amam e guardam seus mandamentos! 6Estejam, pois, os teus ouvidos atentos, e teus olhos abertos, para ouvires a oração de teu servo, que eu oro hoje diante de ti dia e noite, pelos filhos de Israel, teus servos; e confesso os pecados dos filhos de Israel que pecamos contra ti; também eu e a casa de meu pai pecamos.7Agimos muito corruptamente contra ti, e não guardamos os mandamentos, nem o estatutos nem os juízos, que mandaste a teu servo Moisés.8Lembra-te, pois, da palavra que mandaste a teu servo Moisés, dizendo: Se vós transgredirdes, eu vos dispersarei entre os povos;9Mas se vos converterdes a mim, e guardardes meus mandamentos, e os praticardes; então ainda que os rejeitados estejam nos confins dos céus, de lá eu os ajuntarei, e os trarei ao lugar que escolhi para fazer habitar ali o meu nome.10Eles são teus servos e teu povo, que resgataste com teu grande poder, e com tua mão forte.11Por favor, SENHOR, estejam teus ouvidos atentos à oração do teu servo, e a oração de teus servos, que desejam temer o teu nome; e, por favor, faze ter sucesso hoje a teu servo, e dá-lhe favor diante deste homem! Pois eu era copeiro do rei.
1E aconteceu nos dias de Assuero (o Assuero que reinou desde a Índia até Cuxe sobre cento e vinte e sete províncias),2Que naqueles dias, quando o rei Assuero se sentou sobre o trono de seu reino, na fortaleza de Susã,3No terceiro ano de seu reinado, ele fez um banquete a todos seus príncipes e a seus servos, tendo diante dele o exército de Pérsia e da Média, os maiorais e os governadores das províncias,4Para mostrar as riquezas da glória de seu reino, e o esplendor de sua majestosa grandeza, por muitos dias: cento e oitenta dias.5E acabados aqueles dias, o rei fez um banquete a todo o povo que se achava na fortaleza de Susã, desde o maior até o menor, durante sete dias, no pátio do jardim do palácio real.6As cortinas eram de linho branco e azul celeste, amarradas com cordões de linho fino e púrpura, argolas de prata e colunas de mármore; os leitos eram de ouro e de prata, sobre um piso de pórfiro, mármore, madrepérola e pedras preciosas.7E dava-se de beber em taças de ouro, e as taças eram diferentes umas das outras; e havia muito vinho real, conforme a generosidade do rei.8E de acordo com a lei, a bebida era sem restrições; porque assim o rei tinha mandado a todos os oficiais de sua casa; que fizessem conforme a vontade de cada um.9Também a rainha Vasti fez banquete para as mulheres, na casa real do rei Assuero.10No sétimo dia, quando o coração do rei estava alegre do vinho, mandou a Meumã, Bizta, Harbona, Bigtá, Abagta, Zetar, e Carcas, sete eunucos que serviam diante do rei Assuero,11Que trouxessem à rainha Vasti com a coroa real diante do rei, para mostrar aos povos e aos príncipes sua beleza; pois ela tinha linda aparência.12Porém a rainha Vasti recusou vir à ordem do rei por meio dos eunucos; por isso o rei se enfureceu muito, e sua ira se acendeu nele.13Então o rei perguntou aos sábios que entendiam dos tempos (porque assim era o costume do rei para com todos os que sabiam a lei e o direito;14E os mais próximos dele eram Carsena, Setar, Adamata, Társis, Meres, Marsena, e Memucã, sete príncipes da Pérsia e da Média, que viam o rosto do rei, e se sentavam nas posições principais do reino)15O que se devia fazer segundo a lei com a rainha Vasti, por não ter cumprido a ordem do rei Assuero por meio dos eunucos.16Então Memucã disse na presença do rei e dos príncipes: A rainha Vasti pecou não somente contra o rei, mas também contra todos os príncipes, e contra todos os povos que há em todas as províncias do rei Assuero. 17Pois o que a rainha fez será notícia a todas as mulheres, de modo que desprezarão seus maridos em seus olhos, quando lhes for dito: O rei Assuero mandou trazer diante de si à rainha Vasti, porém ela não veio.18Então neste dia as princesas da Pérsia e da Média dirão o mesmo a todos os príncipes do rei, quando ouvirem o que a rainha fez; e assim haverá muito desprezo e indignação.19Se for do agrado do rei, seja feito de sua parte um mandamento real, e escreva-se nas leis da Pérsia e da Média, e que não se possa revogar: que Vasti nunca mais venha diante do rei Assuero; e o reino dela seja dado a outra que seja melhor que ela.20E quando o mandamento que o rei ordenar for ouvido em todo o seu reino (ainda que seja grande), todas as mulheres darão honra a seus maridos, desde o maior até o menor.21E esta palavra foi do agrado dos olhos do rei e dos príncipes, e o rei fez conforme o que Memucã havia dito;22Então enviou cartas a todas a províncias do rei, a cada província segundo sua escrita, e a cada povo segundo sua língua, que todo homem fosse senhor em sua casa, e falasse isto conforme a língua de cada povo.
1Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Jó; e este homem era íntegro e correto, temente a Deus, e que se afastava do mal.2E nasceram-lhe sete filhos e três filhas.3E seu patrimônio era sete mil ovelhas, três mil camelos, quinhentas juntas de bois, e quinhentas jumentas; ele também tinha muitíssimos servos, de maneira que este homem era o maior de todos do oriente.4E seus filhos iam nas casas uns dos outros para fazerem banquetes, cada um em seu dia; e mandavam convidar as suas três irmãs, para que comessem e bebessem com eles.5E acontecia que, acabando-se o revezamento dos dias de banquetes, Jó enviava e os santificava, e se levantava de madrugada para apresentar ofertas de queima conforme o número de todos eles. Pois Jó dizia: Talvez meus filhos tenham pecado, e tenham amaldiçoado a Deus em seus corações. Assim Jó fazia todos aqueles dias.6E em certo dia, os filhos de Deus vieram para se apresentarem diante do SENHOR, e Satanás também veio entre eles.7Então o SENHOR disse a Satanás: De onde vens? E Satanás respondeu ao SENHOR, dizendo: De rodear a terra, e de passear por ela. 8E o SENHOR disse a Satanás: Tendes visto meu servo Jó? Pois ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e correto, temente a Deus, e que se afasta de mal.9Então Satanás respondeu ao SENHOR, dizendo: Por acaso Jó teme a Deus em troca de nada?10Por acaso tu não puseste uma cerca ao redor dele, de sua casa, e de tudo quanto ele tem? Tu abençoaste o trabalho de suas mãos, e seu patrimônio tem crescido sobre a terra.11Mas estende agora tua mão, e toca em tudo quanto ele tem; e verás se ele não te amaldiçoa em tua face.12E o SENHOR disse a Satanás: Eis que tudo quanto ele tem está em tua mão; somente não estendas tua mão contra ele. E Satanás saiu de diante do SENHOR.13E sucedeu um dia que seus filhos e filhas estavam comendo e bebendo vinho na casa de seu irmão primogênito,14Que veio um mensageiro a Jó, que disse: Enquanto os bois estavam arando, e as jumentas se alimentando perto deles, 15Eis que os sabeus atacaram, e os tomaram, e feriram os servos a fio de espada; somente eu escapei para te trazer a notícia.16Enquanto este ainda estava falando, veio outro que disse: Fogo de Deus caiu do céu, que incendiou as ovelhas entre os servos, e os consumiu; somente eu escapei para te trazer-te a notícia.17Enquanto este ainda estava falando, veio outro que disse: Os caldeus formaram três tropas, e atacaram os camelos, e os tomaram, e feriram os servos a fio de espada; somente eu escapei para te trazer a notícia.18Enquanto este ainda estava falando, veio outro que disse: Teus filhos e tuas filhas estavam comendo e bebendo vinho em casa de seu irmão primogênito,19E eis que veio um grande vento do deserto, e atingiu os quatro cantos da casa, que caiu sobre os jovens, e morreram; somente eu escapei para te trazer a notícia.20Então Jó se levantou, rasgou sua capa, rapou sua cabeça, e caindo na terra, adorou,21E disse: Nu saí do ventre de minha mãe, e nu para lá voltarei. O SENHOR deu, e o SENHOR tomou; bendito seja o nome do SENHOR.22Em tudo isto Jó não pecou, nem atribuiu a Deus falta alguma.
1Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos maus, nem fica parado no caminho dos pecadores, nem se senta junto dos escarnecedores.2Mas sim, que tem seu prazer na Lei do SENHOR; e medita em sua Lei de dia e de noite.3Porque ele será como uma árvore, plantada junto a ribeiros de águas, que dá fruto a seu devido tempo, e suas folhas não caem; e tudo quanto fizer prosperará.4Os maus não são assim; mas são como a palha que o vento dispersa.5Por isso os maus não subsistirão no julgamento, nem os pecadores no ajuntamento dos justos.6Porque o SENHOR conhece o caminho dos justos; porém o caminho dos maus perecerá.
1Provérbios de Salomão, filho de Davi, rei de Israel.2Para conhecer a sabedoria e a instrução; para entender as palavras da prudência;3Para obter a instrução do entendimento; justiça, juízo e equidades;4Para dar inteligência aos simples, conhecimento e bom senso aos jovens.5O sábio ouvirá, e crescerá em conhecimento; o bom entendedor obterá sábios conselhos.6Para entender provérbios e sua interpretação; as palavras dos sábios, e seus enigmas.7O temor ao SENHOR é o principio do conhecimento; os tolos desprezam a sabedoria e a instrução.8Filho meu, ouve a instrução de teu pai; e não abandones a doutrina de tua mãe.9Porque serão um ornamento gracioso para tua cabeça; e colares para teu pescoço.10Filho meu, se os pecadores tentarem te convencer, não te deixes influenciar.11Se disserem: Vem conosco, vamos espiar derramamento de sangue; preparemos uma emboscada ao inocente sem razão.12Vamos tragá-los vivos, como se fosse o mundo dos mortos; e inteiros, como os que descem à cova.13Acharemos toda espécie de coisas valiosas, encheremos nossas casas de despojos.14Lança tua sorte entre nós, compartilharemos todos de uma só bolsa.15Filho meu, não sigas teu caminho com eles; desvia teu pé para longe de onde eles passarem;16Porque os pés deles correm para o mal, e se apressam para derramar sangue.17Certamente é inútil se estender a rede diante da vista de todas as aves;18Porém estes estão esperando o derramamento de seu próprio sangue; e preparam emboscada para suas próprias almas.19Assim são os caminhos de todo aquele que tem ganância pelo lucro desonesto; ela tomará a alma daqueles que a tem.20A sabedoria grita pelas ruas; nas praças ela levanta sua voz.21Ela clama nas encruzilhadas, onde passam muita gente; às entradas das portas, nas cidades ela diz suas mensagens:22Até quando, ó tolos, amareis a tolice? E vós zombadores, desejareis a zombaria? E vós loucos, odiareis o conhecimento?23Convertei-vos à minha repreensão; eis que vos derramarei meu espírito, e vos farei saber minhas palavras.24Mas porque eu clamei, e recusastes; estendi minha mão, e não houve quem desse atenção,25E rejeitastes todo o meu conselho, e não quisestes minha repreensão,26Também eu rirei em vosso sofrimento, e zombarei, quando vier vosso medo.27Quando vier vosso temor como tempestade, e a causa de vosso sofrimento como ventania, quando vier sobre vós a opressão e a angústia,28Então clamarão a mim; porém eu não responderei; de madrugada me buscarão, porém não me acharão.29Porque odiaram o conhecimento; e escolheram não temer ao SENHOR.30Não concordaram com meu conselho, e desprezaram toda a minha repreensão.31Por isso comerão do fruto do seu próprio caminho, e se fartarão de seus próprios conselhos.32Pois o desvio dos tolos os matará, e a confiança dos loucos os destruirá.33Porém aquele que me ouvir habitará em segurança, e estará tranquilo do temor do mal.
1Palavras do Pregador, filho de Davi, rei em Jerusalém.2Futilidade das futilidades! - diz o Pregador - futilidade das futilidades! Tudo é fútil!3Que proveito tem o homem de todo o seu trabalho que ele trabalha abaixo do sol?4Geração vai, e geração vem; porém a terra permanece para sempre.5O sol nasce, e o sol se põe; e se apressa ao seu lugar onde nasceu.6O vento vai ao sul, e rodeia para o norte; continuamente o vento vai rodeando e voltando aos lugares onde circulou.7Todos os rios vão para o mar, e contudo o mar não se enche; ao lugar onde os ribeiros correm, para ali eles voltam a correr.8Todas estas coisas são tão cansativas, que ninguém consegue descrever; os olhos não ficam satisfeitos de ver, nem os ouvidos se enchem de ouvir.9O que foi, isso será; e o que se fez, isso será feito; de modo que nada há de novo abaixo do sol.10Existe algo que se possa dizer: Vê isto, que é novo? Isso já existia nos tempos passados, que foram antes de nós.11Não há lembrança das coisas que já aconteceram; e das coisas que vão acontecer, também delas não haverá lembrança entre aqueles que vierem depois.12Eu o Pregador, me tornei rei sobre Israel em Jerusalém.13E dei meu coração a investigar e pesquisar com sabedoria sobre tudo o que acontece abaixo do céu; esta cansativa ocupação Deus deu aos filhos dos homens, para que nela fossem forçados.14Vi todas as obras que são feitas abaixo do sol, e eis que tudo é futilidade e aflição de espírito.15O que é torto não pode ser endireitado; o que está em falta não pode ser contado.16Eu falei ao meu coração, dizendo: Eis que eu me tornei grande, e aumentei em sabedoria, sobre todos os que tinham sido antes de mim em Jerusalém; e meu coração experimentou uma abundância de sabedoria e conhecimento.17E dei meu coração para entender sabedoria, e para entender loucuras e tolices; e percebi que também isto era aflição.18Porque na muita sabedoria há muito aborrecimento, e aquele que aumenta em conhecimento aumenta em angústia.
1Cântico dos cânticos, que é de Salomão.2Ela: Beije-me ele com os beijos de sua boca, porque teu amor é melhor do que o vinho.3O cheiro dos teus perfumes é agradável; teu nome é como perfume sendo derramado, por isso as virgens te amam.4Toma-me contigo, e corramos; traga-me o rei aos seus quartos. Moças: Em ti nos alegraremos e nos encheremos de alegria; nos agradaremos mais de teu amor do que do vinho; Ela: Elas estão certas em te amar;5Eu sou morena, porém bela, ó filhas de Jerusalém: morena como as tendas de Quedar, bela como as cortinas de Salomão.6Não fiquem me olhando por eu ser morena, pois o sol brilhou sobre mim; os filhos de minha mãe se irritaram contra mim, e me puseram para cuidar de vinhas; porém minha própria vinha, que me pertence, não cuidei.7Dize-me, amado de minha alma: onde apascentas o teu gado? Onde o recolhes ao meio- dia? Para que ficaria eu como que coberta com um véu por entre os gados de teus colegas? 8Ele: Se tu, a mais bela entre as mulheres, não sabes, sai pelos rastros das ovelhas, e apascenta tuas cabras junto às tendas dos pastores.9Eu te comparo, querida, às éguas das carruagens de Faraó.10Agradáveis são tuas laterais da face entre os enfeites, teu pescoço entre os colares.11Enfeites de ouro faremos para ti, com detalhes de prata.12Ela: Enquanto o rei está sentado à sua mesa, meu nardo dá a sua fragrância.13Meu amado é para mim como um saquinho de mirra que passa a noite entre meus seios;14Meu amado é para mim como um ramalhete de hena nas vinhas de Engedi.15Ele: Como tu és bela, minha querida! Como tu és bela! Teus olhos são como pombas.16Ela: Como tu és belo, meu amado! Como tu és agradável! E o nosso leito se enche de folhagens.17As vigas de nossa casa são os cedros, e nossos caibros os ciprestes.
1Visão de Isaías, filho de Amoz, a qual ele viu sobre Judá e Jerusalém, nos dias de Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias, reis de Judá.2Ouvi, ó céus; e escutai tu, terra, porque o SENHOR está falando: Eu criei filhos, e os fiz crescerem; porém eles se rebelaram contra mim.3O boi conhece a seu dono, e o jumento sabe a manjedoura de seu possuidor; mas Israel não conhece, meu povo não entende.4Ai da nação pecadora, do povo cheio de perversidade, semente de malfeitores, de filhos corruptos! Abandonaram ao SENHOR, provocaram a ira ao Santo de Israel, dele se afastaram.5Para que seríeis espancados ainda mais? Vós vos rebelaríeis mais ainda. Toda a cabeça está enferma, e todo o coração fraco.6Desde a planta do pé até a cabeça, não há nele coisa sã. Só há feridas, inchaços e chagas podres, sem terem sido espremidas, feito curativos ou aliviadas com azeite.7Vossa terra é uma ruína; vossas cidades foram queimadas; vossa terra os estranhos devastaram diante de vossa presença, e está arruinada como que destruída por estranhos.8E a filha de Sião ficou como uma cabana na vinha, como um barraco no pepinal, como uma cidade cercada.9Se o SENHOR dos exércitos não tivesse nos deixado alguns sobreviventes, teríamos sido como Sodoma, seríamos semelhantes aos de Gomorra.10Ouvi a palavra do SENHOR, vós líderes de Sodoma! Ouvi a Lei do nosso Deus, vós povo de Gomorra!:11Para que me serve tantos sacrifícios vossos?, diz o SENHOR; Já estou farto de sacrifícios de queima de carneiros, e da gordura de animais cevados. Não me alegro com o sangue de bezerros, nem com o de cordeiros ou bodes.12Quando vindes a aparecer perante minha face, quem vos pediu isso de vossas mãos, de pisardes em meus pátios?13Não tragais mais ofertas inúteis; vosso incenso para mim é abominação; não aguento mais as luas novas, os sábados, e as chamadas para o povo se reunir; todas estas se tornaram reuniões malignas.14Vossas luas novas e vossas solenidades, minha alma as odeia e elas me perturbam; estou cansado de as suportar.15Por isso quando estendeis vossas mãos, escondo meus olhos de vós; até quando fazeis muitas orações, eu não vos ouço; porque vossas mãos estão cheias de sangue.16Lavai-vos! Purificai-vos! Tirai a maldade de vossas atitudes perante meus olhos; parai de fazer maldades.17Aprendei a fazer o bem; procurai o que é justo; ajudai ao oprimido; fazei justiça ao órfão; defendei a causa da viúva.18Vinde, então, e façamos as contas, diz o SENHOR: ainda que vossos pecados sejam como a escarlate, eles ficarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, eles se tornarão como a lã.19Se quiserdes e ouvirdes, comereis o que é bom da terra.20Porém se recusardes e fordes rebeldes, sereis devorados pela espada; pois foi assim que a boca do SENHOR falou.21Como a cidade fiel se tornou uma prostituta! Ela estava cheia de juízo, justiça habitava nela; porém agora homicidas.22Tua prata se tornou em escórias; teu vinho se misturou com água.23Teus príncipes são rebeldes, e companheiros de ladrões; cada um deles ama os subornos, e perseguem recompensas; não fazem justiça ao órfão, e não chega perante eles a causa das viúvas.24Por isso diz o Senhor DEUS dos exércitos, o Poderoso de Israel: Ah, tomarei satisfações quanto aos meus adversários, e me vingarei de meus inimigos.25E tornarei minha minha mão contra ti, e purificarei por completo tuas escórias; e tirarei toda a tua impureza.26E restituirei a teus juízes, como da primeira vez, e a teus conselheiros, como no princípio; e depois disso te chamarão cidade da justiça, cidade fiel.27Sião será resgatada por meio do juízo; e os que retornarem a ela, por meio da justiça.28Mas para os transgressores e pecadores, serão juntamente quebrados; e os que deixarem ao SENHOR serão consumidos.29Porque pelos carvalhos que cobiçastes serão confundidos; e pelos bosques que escolhestes sereis envergonhados;30Porque sereis como o carvalho ao qual suas folhas caem, e como o bosque que não tem água.31E o forte se tornará em estopa, e sua obra, em faísca; e ambos serão juntamente queimados, e não haverá quem os apague.
1Palavras de Jeremias, filho de Hilquias, um dos sacerdotes que estiveram em Anatote, na terra de Benjamim.2Ao qual veio a palavra do SENHOR nos dias de Josias, filho de Amom, rei de Judá, no décimo terceiro ano de seu reinado.3Veio também nos dias de Jeoaquim, filho de Josias, rei de Judá, até o fim do décimo primeiro ano de Zedequias, filho de Josias, rei de Judá, até que Jerusalém foi levada cativa no quinto mês.4Veio, pois, a palavra do SENHOR a mim, dizendo:5Antes que te formasse no ventre eu te conheci, e antes que saísses do útero eu te santifiquei, te dei por profeta às nações.6E eu disse: Ah! Senhor DEUS! Eis que não sei falar, pois sou um menino.7Porém o SENHOR me disse: Não digas: sou menino; porque a todos a quem eu te enviar tu irás, e falarás tudo quanto eu te mandar.8Não temas diante deles, porque estou contigo para te livrar, diz o SENHOR.9Então o SENHOR estendeu sua mão, e tocou em minha boca. E o SENHOR me disse: Eis que tenho posto minhas palavras em tua boca.10Olha que eu te pus neste dia sobre nações e sobre reinos, para arrancar e para derrubar, e para destruir e para arruinar, e para edificar e para plantar.11E a palavra do SENHOR veio a mim, dizendo: O que tu vês, Jeremias? E eu disse: Vejo uma vara de amendoeira.12E disse-me o SENHOR: Viste bem; porque eu apresso minha palavra para cumpri-la.13E veio a mim palavra do SENHOR segunda vez, dizendo: O que tu vês? E eu disse: Vejo uma panela fervente; e sua face está voltada para o norte.14Então o SENHOR me disse: Do norte o mal será solto sobre todos os moradores do país.15Porque eis que eu convoco todas as famílias dos reinos do norte, diz o SENHOR; e virão, e cada um porá seu trono à entrada das portas de Jerusalém, e junto a todos seus muros ao redor, e em todas as cidades de Judá.16E pronunciarei meus juízos contra eles por causa de toda a sua maldade, pois me deixaram, e queimaram incenso a deuses estranhos, e se encurvaram a objetos de suas próprias mãos.17Tu pois, prepara tua roupa, e te levanta-te; e fala-lhes tudo quanto eu te mandar; não tenhas medo diante deles, para que eu não te faça ter medo diante deles.18Porque eis que eu te ponho hoje como cidade fortificada, e como coluna de ferro, e como muro de bronze contra todo o país; contra os reis de Judá, seus príncipes, seus sacerdotes, e contra o povo do país.19E lutarão contra ti, mas não te vencerão; porque eu sou contigo, diz o SENHOR, para te livrar.
1Como se senta solitária a cidade que era tão populosa! A grande entre as nações tornou-se como viúva, a senhora de províncias passou a ser escrava.2Amargamente chora na noite, suas lágrimas em seu rosto; entre todos os seus amantes não há quem a console; todos os seus amigos a traíram, inimigos se tornaram.3Judá foi ao cativeiro com aflição e grande servidão; ela habita entre as nações, mas não acha descanso; todos os seus perseguidores a alcançam em meio ao aperto.4Os caminhos de Sião estão em pranto, pois ninguém vem aos festivais; todas as suas portas estão desertas, seus sacerdotes gemem, suas virgens se afligem, e ela sofre de amargura.5Seus oponentes estão no comando, seus inimigos prosperam; pois o SENHOR a afligiu por causa das suas muitas transgressões; suas crianças foram em cativeiro levadas ao adversário.6Partiu-se toda a beleza da filha de Sião; seus líderes estão como cervos, não acham pasto algum; eles andam fracos, fugindo do perseguidor.7Nos dias da sua aflição, e de suas andanças perdidas, Jerusalém lembra-se de todas as suas preciosidades, que tinha nos tempos antigos; quando seu povo caiu na mão do adversário, não houve quem a ajudasse; os adversários a viram, e zombaram da sua queda.8Jerusalém pecou gravemente; por isso ela se tornou impura; todos os que a honravam a desprezam, porque viram a sua nudez; ela geme, e se vira para trás.9Sua imundície estava até nas roupas; nunca se importou com o seu futuro; por isso caiu espantosamente, sem ter quem a consolasse. Olha, SENHOR, a minha aflição, porque o inimigo está engrandecido.10O adversário tomou todas as suas coisas de valor; ela viu as nações entrarem no seu templo - aquelas que proibiste de entrarem na tua congregação.11Todo o seu povo anda suspirando em busca de pão; trocaram todas os seus bens por comida a fim de sobreviverem Olha, SENHOR, e vê que estou desprezada.12Todos vós que estais passando, não vos importais? Olhai, e vede se há dor como a minha, que me foi imposta, que o SENHOR me afligiu no dia da sua ira ardente.13Desde o alto ele enviou fogo em meus ossos, o qual os dominou; ele estendeu uma rede a meus pés, fez-me voltar para trás; tornou-me assolada, sofrendo dores o dia todo.14O jugo de minhas transgressões está amarrado por sua mão, elas estão ligadas, postas sobre o meu pescoço; ele abateu minhas forças. O Senhor me entregou nas suas mãos daqueles contra quem não posso me levantar.15O Senhor derrotou todos os meus fortes em meio de mim; convocou contra mim um ajuntamento para quebrar os meus rapazes; o Senhor tem pisado a virgem filha de Judá como se fosse um lagar.16Por estas coisas que eu choro; meus olhos, de meus olhos correm águas; pois afastou-se de mim consolador que daria descanso à minha alma: meus filhos estão desolados, porque o inimigo prevaleceu.17Sião estendeu suas mãos, não há quem a console; o SENHOR deu ordens contra Jacó, para que seus inimigos o cercassem: Jerusalém se tornou imunda entre eles.18O SENHOR é justo; eu que me rebelei contra sua boca. Ouvi, pois, todos os povos, e vede minha dor; minhas virgens e meus rapazes foram em cativeiro.19Clamei a meus amantes, porém eles me enganaram; meus sacerdotes e meus anciãos pereceram na cidade; pois buscam comida para si tentarem sobreviver.)20Olha, SENHOR, que estou angustiada; tormentam-se minhas entranhas, meu coração está transtornado em meio de mim, pois gravemente me rebelei; de fora desfilhou -me a espada, de dentro está como a morte.21Eles me ouvem gemendo, porém não tenho consolador. Todos meus inimigos, quando ouvem minha aflição se alegram, pois tu o fizeste. Quando tu trouxeres o dia que anunciaste, eles serão como eu.22Toda a maldade deles venha diante de ti, e faze com eles assim como fizeste comigo por causa de todas as minhas transgressões; pois meus gemidos são muitos, e meu coração está desfalecido.
1E sucedeu que, aos trinta anos, no quarto mês, aos cinco do mês, estando eu em meio dos exilados, junto ao rio Quebar, os céus se abriram, e vi visões de Deus.2Aos cinco do mês, que foi no quinto ano desde que rei Joaquim havia sido levado cativo,3Verdadeiramente veio a palavra do SENHOR ao sacerdote Ezequiel, filho de Buzi, na terra dos caldeus, junto ao rio Quebar; e ali a mão do SENHOR esteve sobre ele.4Então olhei, e eis que um vento tempestuoso vinha do norte, uma grande nuvem, e um fogo incandescente, e ao seu redor um resplendor, e no meio do fogo uma coisa que parecia como de âmbar,5E no meio dela havia a semelhança de quatro animais; e esta era sua aparência; eles tinham semelhança humana.6E cada um tinha quatro rostos, e cada um quatro asas.7E suas pernas eram retas, e a planta de seus pés como a planta de pé de bezerro; e reluziam como o bronze polido.8E tinham mãos humanas debaixo de suas asas, em seus quatro lados; assim os quatro tinham seus rostos e suas asas.9Suas asas se juntavam umas às outras. Não viravam quando se moviam; cada um andava na direção de seu rosto.10E a aparência de seus rostos era como rosto de homem; e rosto de leão à direita nos quatro; e à esquerda rosto de boi nos quatro; também havia nos quatro um rosto de águia;11Assim eram seus rostos. E suas asas estavam estendidas por cima, cada um duas, as quais se juntavam; e as outras duas cobriam seus corpos.12E cada um se movia na direção de seu rosto; para onde o espírito se dirigia, eles iam; não viravam quando se moviam.13Quanto à semelhança dos animais, sua aparência era como pedaços de carvão acesos, como aparência de tochas acesas; o fogo se movia entre os animais; e brilhava intensamente, e do fogo saíam relâmpagos.14E os animais corriam e voltavam, à semelhança de relâmpagos.15E enquanto eu estava vendo os animais, eis que uma roda estava na terra junto aos animais, junto a seus quatro rostos.16E a aparência das rodas, e sua feitura, era como da cor do berilo; e as quatro tinham uma mesma semelhança; sua aparência e sua obra era como se uma roda estivesse no meio de outra roda.17Quando andavam, moviam-se sobre seus quatro lados; não viravam quando se moviam.18E seus aros eram altos e espantosos; e seus aros estavam cheios de olhos ao redor das quatro rodas.19E quando os animais andavam, as rodas andavam junto a eles: e quando os animais se levantavam da terra, levantavam-se também as rodas.20Para onde o espírito queria ir, iam, para onde era o espírito ia; e as rodas também se levantavam com eles, pois o espírito dos animais estava nas rodas.21Quando eles andavam, elas andavam; e quando eles paravam, elas paravam; e quando se levantavam da terra, as rodas se levantavam com eles; pois o espírito dos animais estava nas rodas.22E sobre as cabeças dos animais havia algo semelhante a um firmamento, da cor de um cristal espantoso, estendido acima sobre suas cabeças.23E debaixo do firmamento estavam suas asas deles estendidas uma à outra; a cada um tinha duas, e outras duas com que cobriam seus corpos.24E ouvi o ruído de suas asas quando se moviam, como o som de muitas águas, como a voz do Onipotente, o ruído de uma multidão, como o som de um exército. Quando paravam, abaixavam suas asas.25E quando se paravam e abaixavam suas asas, ouvia-se uma voz de cima do firmamento que estava sobre suas cabeças.26E acima do firmamento que estava sobre suas cabeças, havia a figura de um trono, que parecia com a pedra de safira; e sobre a figura do trono havia uma semelhança que parecia com um homem sentado acima dele.27E vi o que parecia com o âmbar, com a aparência de fogo ao seu redor do lado de dentro, da aparência de sua cintura para cima; e de sua cintura para baixo, vi que parecia como fogo, e havia um resplendor ao redor dele;28Tal como a aparência do arco celeste, que surge nas nuvens em dia de chuva, assim era o aparência do resplendor ao redor. Esta foi a visão da semelhança da glória do SENHOR. E quando eu a vi, caí sobre meu rosto, e ouvi voz de um que falava.
1No ano terceiro do reinado de Jeoaquim, rei de Judá, Nabucodonosor, rei da Babilônia, veio a Jerusalém, e a cercou.2E o Senhor entregou em suas mãos a Jeoaquim, rei de Judá, e uma parte dos vasos da casa de Deus, e os trouxe à terra de Sinar, para a casa de seu deus; e pôs os vasos na casa do tesouro de seu deus.3E o rei disse a Aspenaz, chefe de seus eunucos, que trouxesse alguns dos filhos de Israel, da família real, e dos príncipes,4Rapazes em quem não houvesse defeito físico algum, de boa aparência, entendidos em toda sabedoria, sábios em conhecimento, de boa inteligência, e que tivessem habilidade em prestar assistência no palácio do rei; e que os ensinassem as letras e a língua dos caldeus.5E o rei lhes determinou uma porção diária de alimento, da comida do rei, e do vinho que bebia; e que assim fossem tratados por três anos, para que ao fim eles estivessem diante do rei.6E foram entre eles, dos filhos de Judá, Daniel, Ananias, Misael e Azarias,7Aos quais o chefe dos eunucos pôs outros nomes: a Daniel, Beltessazar; a Ananias, Sadraque; a Misael, Mesaque; e a Azarias, Abednego.8E Daniel propôs em seu coração de não se contaminar com a porção diária de alimento da comida do rei, nem no vinho que ele bebia; então pediu ao chefe dos eunucos para não se contaminar.9(Pois Deus concedeu a Daniel o agrado e o favor do chefe dos eunucos.)10E disse o chefe dos eunucos a Daniel: Tenho medo de meu senhor o rei, que determinou vossa comida e vossa bebida; pois, e se ele perceber que vossos rostos estão com pior aparência que os dos rapazes que são semelhantes a vós? Assim poríeis minha cabeça em risco diante do rei.11Então disse Daniel a Melsar, a quem o chefe dos eunucos havia ordenado sobre Daniel, Ananias, Misael, e Azarias:12Faze um teste, eu te peço, com teus servos por dez dias, e dê-nos legumes para comer, e água para beber.13Então se vejam diante de ti nossos rostos, e os rostos dos rapazes que comem da porção de alimento da comida do rei; e faze com teus servos conforme o que vires.14E ele consentiu-lhes nisto, e fez teste com eles por dez dias.15E ao fim dos dez dias foi visto que eles estavam com rostos de melhor aparência e mais bem nutridos que os outros rapazes que comiam da porção de alimento do rei.16Foi assim que Melsar lhes tirou a porção de alimento deles, e o vinho que deviam beber, e continuou a lhes dar legumes.17Quanto a estes quatro rapazes, Deus lhes deu conhecimento e inteligência em todas as letras e sabedoria; Daniel, porém, teve entendimento em toda visão e sonhos.18E quando terminaram os dias dos quais o rei tinha dito que os trouxessem, o chefe dos eunucos os trouxe diante de Nabucodonosor.19E o rei falou com eles, e entre todos eles não foi achado alguém como Daniel, Ananias, Misael, e Azarias; e assim se tornaram assistentes diante do rei.20E em todo negócio de sabedoria e inteligência que o rei lhes demandou, achou-os dez vezes melhores que todos os magos e astrólogos que havia em todo o seu reino.21E Daniel esteve até o primeiro ano do rei Ciro.
1A palavra do SENHOR que veio a Oseias, filho de Beeri, nos dias de Uzias, Jotão, Acaz, e Ezequias, reis de Judá, e nos dias de Joeroboão, filho de Joás, rei de Israel.2O princípio da palavra do SENHOR por Oseias. Disse, pois, o SENHOR a Oseias: Vai, toma para ti uma mulher de prostituição, e filhos de prostituições; porque a terra se prostitui munto, afastando-se do SENHOR.3Então ele foi, e tomou a Gômer, filha de Diblaim, a qual concebeu, e lhe deu à luz um filho.4E o SENHOR lhe disse: Chama o nome dele de Jezreel; porque daqui a pouco farei punição pelo sangue de Jezreel sobre a casa de Jeú, e farei cessar o reino da casa de Israel.5E será que naquele dia quebrarei o arco de Israel no vale de Jezreel.6E ela voltou a conceber, e deu à luz uma filha. Então o SENHOR lhe disse: Chama o nome dela de Não-Amada, porque não mais amarei a casa de Israel para os perdoar. 7Mas a casa de Judá amarei, e os salvarei pelo SENHOR seu Deus; e não os salvarei por arco, nem por espada, nem por batalha, nem por cavalos, nem por cavaleiros.8E depois de haver desmamado a Não-Amada, ela concebeu e deu à luz um filho.9E o SENHOR disse: Chama o nome dele de Não-Meu-Povo; porque vós não sois meu povo, por isso eu não serei vosso Deus.10Todavia o número dos filhos de Israel será como a areia do mar, que não se pode medir nem contar. E acontecerá que, onde foi lhes dito: Vós não sois meu povo, será lhes dito: Vós sois filhos do Deus vivo.11E os filhos de Judá e de Israel serão reunidos em um, e levantarão para si uma única cabeça, e subirão da terra; pois o dia de Jezreel será grande.
1Palavra do SENHOR que veio a Joel, filho de Petuel.2Ouvi isto, anciãos, e escutai, todos os moradores do país. Por acaso isto aconteceu em vossos dias, ou nos dias de vossos pais?3Contai disso a vossos filhos, e vossos filhos a seus filhos, e seus filhos à outra geração.4O que restou do gafanhoto cortador o gafanhoto comedor comeu; e o que restou do gafanhoto comedor o gafanhoto devorador comeu, e o que restou do gafanhoto devorador o gafanhoto destruidor comeu. 5Despertai, vós bêbados, e chorai; gemei todos vós que bebeis vinho, por causa do suco de uva, porque foi tirado de vossa boca.6Porque uma nação subiu sobre minha terra, poderosa e sem número; seus dentes são dentes de leão, e têm presas de leoa.7Assolou minha videira, e devastou minha figueira; desnudou-a por completo e a derrubou; seus ramos ficaram brancos.8Chora tu como a virgem vestida de saco por causa do marido de sua juventude.9As ofertas de cereais e de bebidas se acabaram da casa do SENHOR; os sacerdotes, servos do SENHOR, estão de luto.10O campo foi assolado, a terra está de luto; porque o trigo foi destruído, o suco de uva se secou, o azeite está em falta.11Envergonhai-vos, trabalhadores; gemei, plantadores de vinhas, pelo trigo e pela a cevada; porque a colheita do campo pereceu.12A vide se secou, a figueira definhou, assim como a romeira, a palmeira, e a macieira; todas as árvores do campo se secaram; por isso a alegria se secou entre os filhos dos homens.13Cingi-vos e lamentai, sacerdotes; gemei, ministros do altar; vinde e deitai em sacos, trabalhadores de meu Deus; porque as ofertas de alimentos e de bebidas foram tiradas da casa de vosso Deus.14Santificai um jejum; convocai uma reunião solene; congregai os anciãos e todos os moradores desta terra na casa do SENHOR vosso Deus, e clamai ao SENHOR.15Ai daquele dia! Porque perto está o dia do SENHOR, e virá do Todo-Poderoso como destruição.16Por acaso não foi tirado o alimento de diante de nossos olhos, a alegria e o prazer da casa de nosso Deus?17As sementes se apodreceram debaixo de seus torrões, os celeiros foram assolados, os depósitos foram derrubados; porque o trigo se secou.18Como geme o gado! As manadas dos vacas estão confusas, porque não têm pasto! Os rebanhos das ovelhas estão desolados.19A ti, ó SENHOR, eu clamo; porque o fogo consumiu os pastos do deserto, e chama incendiou todas as árvores do campo.20Até os animais do campo clamam a ti, porque os rios de águas se secaram, e o fogo consumiu os pastos do deserto.
1As palavras de Amós, que estava entre os pastores de Tecoa, as quais ele viu sobre Israel nos dias de Uzias rei de Judá, e nos dias de Jeroboão, filho de Joás, rei de Israel, dois anos antes do terremoto.2E disse: O SENHOR bramará desde Sião, e dará sua voz desde Jerusalém; e as habitações dos pastores se prantearão, e o topo do Carmelo se secará.3Assim diz o SENHOR: Por três transgressões de Damasco, e pela quarta, não desviarei seu castigo; porque trilharam a Gileade com trilhos de ferro.4Por isso meterei fogo na casa de Hazael, que consumirá os palácios de Ben-Hadade.5E quebrarei o ferrolho de Damasco, e exterminarei o morador do vale de Áven, e o dono do cetro de de Bete-Éden; e o povo da Síria será levado em cativeiro a Quir, diz o SENHOR.6Assim diz o SENHOR: Por três transgressões de Gaza, e pela quarta, não desviarei seu castigo; pois levaram a todos do povo em cativeiro, para os entregar a Edom.7Por isso meterei fogo no muro de Gaza, que consumirá seus palácios.8E exterminarei o morador de Asdode, e o dono do cetro de Asquelom; e tornarei minha mão contra Ecrom, e o resto dos filisteus perecerá, diz o Senhor DEUS.9Assim diz o SENHOR: Por três transgressões de Tiro, e pela quarta, não desviarei seu castigo; porque entregaram todo o povo em cativeiro a Edom, e não se lembraram do pacto de irmãos.10Por isso meterei fogo no muro de Tiro, que consumirá seus palácios.11Assim diz o SENHOR: Por três transgressões de Edom, e pela quarta, não desviarei seu castigo; porque perseguiu seu irmão à espada, e extinguiu suas misericórdias; e sua ira o despedaçou continuamente, e mantém sua indignação eternamente.12Por isso meterei fogo em Temã, que consumirá os palácios de Bosra.13Assim diz o SENHOR: Por três transgressões dos filhos de Amom, e pelo quarta, não desviarei seu castigo; porque rasgaram o ventre das grávidas de Gileade, para expandirem seus territórios.14Por isso acenderei fogo no muro de Rabá, que consumirá seus palácios com grito no dia de batalha, com tempestade no dia do vento forte.15E seu rei irá em cativeiro, e junto dele seus príncipes, diz o SENHOR.
1Visão de Obadias. Assim diz o Senhor DEUS quanto a Edom: Temos ouvido notícias do SENHOR, e mensageiro foi enviado entre as nações; levantai-vos, e nos levantaremos em batalha contra ela.2Eis que eu te faço pequeno entre as nações; tu és muito desprezado.3A arrogância de teu coração te enganou, tu que habitas nas fendas das rochas, em teu alta morada; que dizes em teu coração: Quem me derrubará ao chão?4Se te elevares como a águia, e se puseres teu ninho entre as estrelas, dali eu te derrubarei, diz o SENHOR.5Se ladrões viessem a ti, ou assaltantes de noite, não furtariam apenas o que lhes bastasse? Se vindimadores viessem a ti, por acaso eles não deixariam algumas sobras? Porém tu, como estás arrasado!6Como Esaú foi saqueado! Como seus tesouros foram tomados!7Todos os teus aliados te moveram até as fronteiras; os que têm acordo de paz contigo te enganaram, prevaleceram contra ti; os que comem do teu pão porão armadilha para ti, (nele não há entendimento).8Não será naquele dia, diz o SENHOR, que farei perecer os sábios de Edom, e o entendimento da montanha de Esaú?9E teus guerreiros, ó Temã, ficarão atemorizados; para que cada um da montanha de Esaú seja exterminado pela matança.10Por causa da violência feita a teu irmão Jacó, a vergonha te cobrirá; e serás exterminado para sempre.11No dia em que estavas diante dele, no dia em que estrangeiros levavam cativo seu exército, e estranhos entravam por suas portas e repartiam a posse de Jerusalém, tu também eras como um deles.12Pois tu não devias olhar com prazer para o dia de teu irmão, o dia em que ele foi exilado; não devias te alegrar dos filhos de Judá no dia da ruína deles, nem falar com arrogância no dia da angústia;13Nem devias ter entrado pela porta de meu povo no dia de sua calamidade; não devias ter olhado seu mal no dia de sua calamidade, nem ter roubado seus bens no dia de sua calamidade.14Nem devias ter ficado parado nas encruzilhadas, para exterminar os que dela escapassem; nem devias ter entregue os sobreviventes no dia da angústia.15Porque perto está o dia do SENHOR sobre todas as nações; como tu fizeste, assim se fará a ti; o pagamento devido voltará sobre tua cabeça.16Pois tal como vós bebestes no meu santo monte, assim também todas as nações beberão continuamente; beberão, e engolirão, e serão como se nunca tivessem existido.17Mas no monte de Sião haverá livramento, e ele voltará a ser santo; e a casa de Jacó tomará posse de suas propriedades.18E a casa de Jacó será fogo, a casa de José será chama, e os da casa de Esaú serão palha; e se incendiarão contra eles, e os consumirão, de modo que não haverá sobrevivente na casa de Esaú, porque o SENHOR falou.19E os do Negueve possuirão a montanha de Esaú, e os da planície tomarão posse da terra dos filisteus; possuirão também os campos de Efraim, e os campos de Samaria; e Benjamim tomará posse de Gileade.20E os cativos deste exército dos filhos de Israel possuirão o que era dos cananeus até Sarepta; e os cativos de Jerusalém, que estão em Sefarade, possuirão as cidades do Negueve.21E salvadores se levantarão no monte de Sião, para julgarem ao monte de Esaú; e o reino pertencerá ao SENHOR.
1E veio a palavra do SENHOR a Jonas, filho de Amitai, dizendo:2Levanta-te, vai à grande cidade de Nínive, e prega contra ela; porque sua maldade subiu diante de mim.3Porém Jonas se levantou para fugir da presença do SENHOR a Társis, e desceu a Jope; e achou um navio que partia para Társis. Então pagou sua passagem e entrou nele, para ir com eles a Társis a fim de se distanciar do SENHOR.4Mas o SENHOR fez levantar um grande vento no mar; e fez-se uma tempestade tão grande no mar, que o navio estava a ponto de se quebrar.5Então os marinheiros tiveram medo, e cada um clamava a seu deus; e lançaram no mar os objetos que havia no navio, para com eles diminuir o peso. Jonas, porém, havia descido ao interior do navio, e se pôs a dormir profundamente.6E o capitão do navio se aproximou dele, e lhe disse: Que há contigo, dorminhoco? Levanta-te, e clama a teu deus; talvez ele se lembre de nós, para que não pereçamos.7E disseram cada um a seu companheiro: Vinde, e lancemos sortes, para sabermos por causa de quem este mal veio sobre nós. Então lançaram sortes, e a sorte caiu sobre Jonas.8Então eles lhe disseram: Conta-nos, por favor, por que nos este mal nos veio. Qual é a tua profissão, e de onde vens? Qual é a tua terra, e de que povo és?9E ele lhes respondeu: Sou hebreu, e temo ao SENHOR, o Deus dos céu, que fez o mar e a terra.10Então aqueles homens tiveram um grande medo, e lhe disseram: Por que fizeste isto? Pois aqueles homens sabiam que ele estava fugindo do SENHOR, porque ele já havia lhes dito.11Então lhe disseram: O que faremos contigo, para que o mar se nos aquiete? Porque o mar cada vez mais se embravecia.12E ele lhes respondeu: Tomai-me, e lançai-me ao mar, e o mar se vos aquietará; porque eu sei que foi por minha causa que esta grande tempestade veio sobre vós.13Mas os homens se esforçavam para remar, tentando voltar à terra firme; porém não conseguiam, porque o mar cada vez mais se embravecia sobre eles.14Então clamaram ao SENHOR, e disseram: Ó SENHOR, nós te pedimos para não perecermos por causa da alma deste homem, nem ponhas sangue inocente sobre nós; porque, tu, SENHOR, fizeste como te agradou.15Então tomaram a Jonas, e o lançaram ao mar; e o mar se aquietou de seu furor.16Por isso aqueles homens temeram ao SENHOR com grande temor; e ofereceram sacrifício ao SENHOR, e prometeram votos.17Mas o SENHOR havia preparado um grande peixe para que tragasse a Jonas; e Jonas esteve três dias e três noites no ventre do peixe.
1Palavra do SENHOR que veio a Miqueias, o morastita, nos dias de Jotão, Acaz, e Ezequias, reis de Judá; que ele viu sobre Samaria e Jerusalém.2Ouvi vós todos os povos; presta atenção tu, ó terra, e tudo o que nela há; pois o Senhor DEUS será testemunha contra vós, o Senhor desde seu santo templo.3Porque eis que SENHOR está saindo de seu lugar, e descerá, e pisará os lugares altos da terra.4E os montes debaixo dele se derreterão, e os vales se fenderão como a cera diante do fogo, como as águas se derramam por um precipício.5Tudo isto é por causa da transgressão de Jacó e dos pecados da casa de Israel. Qual é a transgressão de Jacó? Não é Samaria? E quais são os altos de Judá? Não é Jerusalém?6Por isso tornarei a Samaria em amontoado de pedras no campo, em plantação de vinhas; e derrubarei suas pedras no vale, e descobrirei seus fundamentos.7E todas suas imagens de escultura serão esmigalhadas, e todos seus salários de prostituta serão queimados com fogo, e destruirei todos os seus ídolos; porque do salário de prostituta os ajuntou, e para salário de prostituta voltarão.8Portanto lamentarei e uivarei, e andarei descalço e nu; farei uivos como de chacais, e lamentos como de filhotes de avestruzes. 9Porque suas feridas são incuráveis, que já chegaram até Judá; isto já chegou até a porta do meu povo, até Jerusalém.10Não anunciai isto em Gate, nem choreis tanto; revolve-te no pó em Bete-Le-Afra.11Passa-te com vergonha descoberta, ó moradora de Safir; a moradora de Zaanã não sai; pranto há em Bete-Ezel; seu apoio foi tomado de vós. 12Porque a moradora de Marote anseiam à espera do bem; pois um mal desceu do SENHOR até a porta de Jerusalém.13Liga os cavalos à carruagem, ó moradora de Laquis (ela é o princípio do pecado à filha de Sião), porque em ti foram achadas as transgressões de Israel.14Portanto, tu darás presentes de despedida a Moresete-Gate; as casas de Aczibe serão enganosas aos reis de Israel.15Ainda trarei a ti um conquistador, ó moradora de Maressa; a glória de Israel virá até Adulão.16Faze em ti calva, e rapa-te por causa dos filhos a quem gostavas; aumenta tua calva como a águia; pois eles foram levados cativos de ti.
1Revelação sobre Nínive. Livro da visão de Naum o elcosita.2O SENHOR é Deus zeloso e vingador; o SENHOR é vingador e furioso; o SENHOR se vinga de seus adversários, e que guarda ira contra seus inimigos.3O SENHOR é tardio para se irar, porém grande em poder; e não terá ao culpado por inocente. O SENHOR caminha entre a tempestade e o turbilhão, e as nuvens são o pó de seus pés.4Ele repreende o mar, e o faz secar; e deixa secos todos os rios. Basã e o Carmelo se definham, e a flor do Líbano murcha.5Os montes tremem diante dele, e os morros se derretem; e a terra se abala em sua presença, e o mundo, e todos os que nele habitam.6Quem pode subsistir diante de seu furor? E quem pode persistir diante do ardor de sua ira? Seu furor se derrama como fogo, e as rochas se partem diante dele.7O SENHOR é bom, é fortaleza no dia da angústia; ele conhece os que nele confiam.8Mas com inundação impetuosa ele acabará com Nínive, e perseguirá seus inimigos até às trevas.9O que vós tramais contra o SENHOR, ele mesmo destruirá; a angústia não se levantará duas vezes.10Mesmo estando entretecidos como espinhos, e embriagados como beberrões, eles serão consumidos como a palha seca.11De ti saiu um que trama o mal contra o SENHOR, um conselheiro maligno.12Assim diz o SENHOR: Ainda que sejam prósperos, e muitos em número, mesmo assim eles serão exterminados, e passarão. Eu te afligi, Judá, porém não te afligirei mais.13Mas agora quebrarei seu jugo de sobre ti, e romperei tuas amarras.14Porém contra ti, assírio, o SENHOR mandou que nunca mais seja gerado alguém de teu nome; da casa de teu deus arrancarei as imagens de escultura e de fundição. Farei para ti um sepulcro, porque tu és desprezível. 15Eis que sobre os montes estão os pés daquele que anuncia boas novas, do que faz ouvir a paz. Celebra tuas festas, Judá; cumpre os teus votos, porque nunca mais o maligno passará por ti; ele foi exterminado por completo.
1Revelação que o profeta Habacuque viu.2Até quando, SENHOR, eu clamarei, e tu não ouvirás? Até quando gritarei a ti: Violência!, e tu não salvarás?3Por que me fazes ver a injustiça, e vês a opressão? Pois assolação e violência estão em frente de mim, há brigas, e disputas se levantam.4Por isso que a lei é enfraquecida, e o juízo nunca se cumpre: porque o perverso cerca o justo, por o juízo é distorcido.5Vede entre as nações, e prestai atenção, e espantai-vos, espantai-vos; porque uma obra será feita em vossos dias, que quando for contada, não acreditareis.6Porque eis que eu levanto os caldeus, uma nação amarga e veloz, que caminha pelas larguras da terra para tomar posse de moradas que não são suas.7Ela é espantosa é e terrível; que impõe seu próprio julgamento e sua própria honra.8E seus cavalos são mais rápidos que os leopardos, e mais ferozes que lobos de tarde; e seus cavaleiros avançam; seus cavaleiros virão de longe, e voarão como águias que se apressam para devorar.9Todos eles vêm para fazer violência; seus rostos estão orientados; e juntarão cativos como areia.10E escarnecerão dos reis, e zombarão dos príncipes; rirão de todas as fortalezas, porque amontoarão terra, e as tomarão.11Logo mudarão, e passarão adiante como o vento; porém culpado será quem confiar na força de seu deus.12Não és tu desde o princípio, ó SENHOR, meu Deus, meu Santo? Não morreremos. Ó SENHOR, tu os puseste para executar o julgamento; e tu, ó Rocha, os estabeleceste para castigar.13Teus olhos são puros demais para veres o mal, e não podes observar a opressão; ora, por que olharias aos enganadores, e calarias quando o perverso devora ao mais justo que ele?14Tornarias as pessoas como como os peixes do mar, como répteis que não têm quem os governe?15Ele tira a todos com anzol, em sua malha os ajunta, e os colhe em seu rede; por isso ele se alegra e tem prazer.16Por isso ele faz sacrifícios à sua malha, e oferece incensos à sua rede; porque com elas enriqueceu sua porção, e engordou sua comida.17Continuará ele, pois, a esvaziar a sua malha, e a matar as nações continuamente sem ter compaixão?
1Palavra do SENHOR que veio a Sofonias filho de Cuxi, filho de Gedalias, filho de Amarias, filho de Ezequias, nos dias de Josias filho de Amom, rei de Judá.2Destruirei tudo de sobre a face da terra, diz o SENHOR. 3Destruirei as pessoas e os animais; destruirei as aves do céu, e os peixes do mar, e as pedras de tropeço com os perversos; e exterminarei os seres humanos de sobre a face da terra, diz o SENHOR. 4E estenderei minha mão contra Judá, e contra todos os moradores de Jerusalém; e exterminarei deste lugar o restante de Baal, e o nome dos idólatras com os sacerdotes;5E os que se encurvam sobre os terraços ao exército do céu; e aos que se encurvam jurando pelo SENHOR, mas também jurando por Milcom;6E aos que dão as costas ao SENHOR, aos que não buscam ao SENHOR, nem perguntam por ele.7Cala-te na presença do Senhor DEUS, porque o dia do SENHOR está perto; porque o SENHOR tem preparado um sacrifício, e santificou a seus convidados.8E será que, no dia do sacrifício do SENHOR, punirei os príncipes, os filhos do rei, e todos os que vestem roupas estrangeiras.9Também punirei naquele dia todos os que saltam sobre o umbral, os que enchem as casas de seus senhores de produtos de violência e de engano.10E naquele dia, diz o SENHOR, haverá voz de clamor desde a porta dos peixes, lamentação desde a segunda parte da cidade, e grande quebrantamento desde os morros. 11Lamentai, vós moradores do vale, porque todo o povo mercador está destruído; todos os que pesavam dinheiro são exterminados.12E será naquele tempo, que farei busca em Jerusalém com lâmpadas, e punirei os homens que estão acomodados como sedimentos de vinho, os quais dizem em seu coração: O SENHOR nem fará bem nem mal.13Por isso a riqueza deles será despojada, e suas casas serão arruinadas; edificarão casas, mas não habitarão nelas; e plantarão vinhas, mas não beberão seu vinho.14Perto está o grande dia do SENHOR; perto está, e com muita pressa se aproxima; a voz do Dia do SENHOR; ali o guerreiro gritará amargamente.15Aquele dia será dia de fúria; dia de angústia e de aflição, dia de devastação e de ruína; dia de trevas e de escuridão, dia de nuvens e de espessa obscuridade.16Dia de trombeta e de alarme contra as cidades forte e contra as torres as altas.17E angustiarei as pessoas, que andarão como cegas, porque pecaram contra o SENHOR; e o sangue delas será derramado como pó, e sua carne será como esterco.18Nem sua prata nem seu ouro poderá os livrar no dia do furor do SENHOR; pois toda esta terra será consumida pelo fogo de seu zelo; porque ele certamente fará destruição repentina com todos os moradores da terra.
1No segundo ano segundo do rei Dario, no sexto mês, no primeiro dia do mês, veio a palavra do SENHOR, por meio do profeta Ageu, a Zorobabel filho de Sealtiel, governador de Judá, e a Josué filho de Jeozadaque, sumo sacerdote, dizendo:2Assim fala o SENHOR dos exércitos: Este povo diz: O tempo não chegou, o tempo da casa do SENHOR ser reconstruída.3Veio, pois, a palavra do SENHOR por meio do profeta Ageu, dizendo:4Por acaso é para vós tempo de morar em vossas casas com telhado, e esta casa ficar deserta?5Pois assim diz o SENHOR dos exércitos: Considerai vossos caminhos.6Semeais muito, mas colheis pouco; comeis, mas não vos fartais; bebeis, mas não vos satisfazeis; vós vos vestis, mas não vos aqueceis; e o assalariado recebe seu salário em bolsa furada.7Assim diz o SENHOR dos exércitos: Considerai vossos caminhos. 8Subi vós à montanha, trazei madeira, e reconstruí a casa; e dela me agradarei, e serei glorificado, diz o SENHOR.9Esperastes por muito, e alcançastes pouco; e quando o trouxestes para casa, eu soprei nisso. Por que isto?, diz o SENHOR dos exércitos. Porque minha casa está deserta, e cada um de vós corre para sua própria casa. 10Por isso que os céus detêm o orvalho de vós, e a terra detém seus frutos.11E chamei a seca sobre a terra, sobre os montes, sobre o trigo, sobre o suco de uva, sobre o azeite, e sobre tudo o que a terra produz, e sobre os homens sobre e os animais, e sobre todo trabalho manual.12Então Zorobabel filho de Sealtiel, Josué filho de Jeozadaque, sumo sacerdote, e todo o resto do povo, ouviram a voz do SENHOR seu Deus, e as palavras do profeta Ageu, como o SENHOR Deus deles havia o enviado; e o povo temeu diante do SENHOR.13Então Ageu, mensageiro do SENHOR, falou mensagem do SENHOR ao povo, dizendo: Eu estou convosco, diz o SENHOR. 14E o SENHOR despertou o espírito de Zorobabel, filho de Sealtiel, governador de Judá, e o espírito de Josué filho de Jeozadaque, sumo sacerdote, e o espírito de todo o resto do povo; e vieram e começaram a obra na casa do SENHOR dos exércitos, Deus deles,15No vigésimo quarto dia do sexto mês, no segundo ano do rei Dario.
1No oitavo mês do segundo ano de Dario, a palavra do SENHOR veio ao profeta Zacarias, filho de Berequias, filho de Ido, dizendo:2O SENHOR se irou muito contra vossos pais. 3Portanto dize-lhes: Assim diz o SENHOR dos exércitos: Voltai-vos a mim, diz o SENHOR dos exércitos, e eu me voltarei a vós, diz o SENHOR dos exércitos. 4E não sejais como vossos pais, aos quais os profetas antigos clamavam, dizendo: Assim diz o SENHOR dos exércitos: Convertei-vos de vossos maus caminhos e de vossos maus atos; porém não escutaram, nem me deram ouvidos, diz o SENHOR. 5Onde estão vossos pais? E os profetas, vivem eles para sempre?6Porém quanto às minhas palavras e meus estatutos que havia mandado a meus servos os profetas, não alcançaram a vossos pais? Assim eles, arrependendo-se, diziam: Tal como o SENHOR dos exércitos planejou fazer segundo nossos caminhos e nossos antos, assim ele fez conosco.7No vigésimo quarto dia do décimo primeiro mês (que é o mês de Sebate), no ano segundo de Dario, a palavra do SENHOR veio ao profeta Zacarias, filho de Berequias, filho de Ido, dizendo:8Vi de noite, e eis um homem montado sobre um cavalo vermelho, parado entre as murtas que estavam num vale profundo; e atrás dele estavam cavalos vermelhos, castanhos, e brancos.9E eu disse: Meu senhor, o que são estes? E o anjo que falava comigo me disse: Eu te mostrarei o que estes são.10Então o homem que estava entre os murtas respondeu, dizendo: Estes são os que o SENHOR enviou para andarem pela terra. 11E eles responderam ao anjo do SENHOR que estava entre os murtas, e disseram: Nós já andamos pela terra, e eis que toda a terra está tranquila e quieta. 12Então o anjo do SENHOR disse: Ó SENHOR dos exércitos, até quando não terás compaixão de Jerusalém e das cidades de Judá, contra as quais ficaste irado estes setenta anos? 13E o SENHOR respondeu ao anjo que falava comigo palavras boas, palavras de consolo.14E o anjo que falava comigo me disse: Fala em voz alta, dizendo: Assim diz o SENHOR dos exércitos: Tenho grande zelo por Jerusalém e por Sião; 15E tenho muito grande ira contra as nações tranquilas; porque eu estava pouco irado, porém elas pioraram o mal.16Portanto assim diz o SENHOR: Eu me voltarei a Jerusalém com misericórdia; minha casa será reconstruída nela, diz o SENHOR dos exércitos, e a corda de medir será estendida sobre Jerusalém. 17Fala em voz alta mais, dizendo: Assim diz o SENHOR dos exércitos: Minhas cidades novamente transbordarão de prosperidade; porque o SENHOR novamente consolará a Sião, e novamente escolherá a Jerusalém. 18Depois levantei meus olhos, e olhei, e eis que havia quatro chifres.19E perguntei ao anjo que falava comigo: O que são estes? E ele me disse: Estes são os chifres que dissiparam Judá, a Israel, e Jerusalém. 20E o SENHOR me mostrou quatro ferreiros.21Então eu disse: O que estes vêm a fazer? E ele falou, dizendo: Estes são os chifres que dispersaram Judá, de modo que ninguém levantava sua cabeça. Estes ferreiros vieram para derrubar os chifres das nações, que levantaram seus chifres contra a terra de Judá para dispersá-la.
1Revelação da palavra do SENHOR a Israel, por meio de Malaquias.2Eu vos tenho amado, diz o SENHOR; mas vos dizeis: Em que nos amaste? Não era Esaú irmão de Jacó?, diz o SENHOR, todavia amei a Jacó,3E odiei a Esaú; e tornei seus montes em desolação, e sua herança para os chacais do deserto.4Ainda que Edom diga: Fomos devastados, mas voltaremos a edificar as ruínas; assim diz o SENHOR dos exércitos: Eles edificarão, e eu destruirei; e serão chamados de “território da perversidade” e “povo contra quem o SENHOR está irado para sempre”.5E vossos olhos verão, e direis: Seja o SENHOR engrandecido até além do território de Israel!6O filho honra ao pai, e o servo a seu senhor; se pois sou eu pai, onde está minha honra? E se sou senhor, onde está o temor a mim?, diz o SENHOR dos exércitos a vós, sacerdotes, que desprezais o meu nome. Mas vós dizeis: Em que temos desprezado o teu nome?7Quando trazeis sobre meu altar pão contaminado. E dizeis: Em que te contaminamos? Quando dizeis: A mesa do SENHOR é desprezível.8E quando trazeis animal cego para o sacrifício, isso não é mal? E quando trazeis o aleijado ou o enfermo, isso não é mal? Apresenta isso a teu governador; por acaso ele se agradará de ti, ou ele te aceitará? diz o SENHOR dos exércitos.9Agora pois, suplicai o favor de Deus que ele tenha compaixão de nós; será, por acaso, que com isto que tendes feito por vossas mãos, ele vos aceitará?, diz o SENHOR dos exércitos.10Quem, pois, há de vós que feche as portas? Pelo menos assim vós não acenderíeis o fogo de meu altar em vão! Eu não tenho prazer em vós, diz o SENHOR dos exércitos, e não me agrado da oferta de vossas mãos.11Pois desde o oriente até o ocidente o meu nome será grande entre as nações; e em todo lugar se oferecerá a meu nome incenso e oferta pura; porque meu nome será grande entre as nações, diz o SENHOR dos exércitos.12Mas vós o profanais quando dizeis: A mesa do SENHOR está contaminada; e seu produto, o alimento, é desprezível.13Além disso, dizeis: É cansativo demais! E o desprezais, diz o SENHOR dos exércitos; vós trazeis o roubado, o aleijado, e o enfermo, e trazeis a oferta. Por acaso aceitaria isso de vossas mãos?, diz o SENHOR.14Maldito seja o mentiroso, que tem macho em seu rebanho, e promete, mas sacrifica o defeituoso ao SENHOR; pois eu sou o Grande Rei, diz o SENHOR dos exércitos, e meu nome é temível entre as nações.
1Livro da geração de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão.2Abraão gerou a Isaque; e Isaque gerou a Jacó; e Jacó gerou a Judá e a seus irmãos.3E Judá gerou de Tamar a Perez e a Zerá; e Perez gerou a Esrom, e Esrom gerou a Arão.4E Arão gerou a Aminadabe; e Aminadabe gerou a Naassom; e Naassom gerou a Salmom.5E Salmom gerou de Raabe a Boaz; e Boaz gerou de Rute a Obede; e Obede gerou a Jessé.6E Jessé gerou ao rei Davi; e Davi gerou Salomão da que fora mulher de Urias.7E Salomão gerou a Roboão; e Roboão gerou a Abias; e Abias gerou a Asa.8E Asa gerou a Josafá; e Josafá gerou a Jorão; e Jorão gerou a Uzias.9E Uzias gerou a Jotão; e Jotão gerou a Acaz; e Acaz gerou a Ezequias.10E Ezequias gerou a Manassés; e Manassés gerou a Amom; e Amom gerou a Josias.11E Josias gerou a Jeconias, e a seus irmãos no tempo do exílio babilônico.12E depois do exílio babilônico Jeconias gerou a Salatiel; e Salatiel gerou a Zorobabel.13E Zorobabel gerou a Abiúde; e Abiúde gerou a Eliaquim; e Eliaquim gerou a Azor.14E Azor gerou a Sadoque; e Sadoque gerou a Aquim; e Aquim gerou a Eliúde.15E Eliúde gerou a Eleazar; e Eleazar gerou a Matã; e Matã gerou a Jacó.16E Jacó gerou a José, o marido de Maria, da qual nasceu Jesus, chamado o Cristo.17De maneira que todas as gerações desde Abraão até Davi são catorze gerações; e desde Davi até o exílio babilônico catorze gerações; e desde o exílio babilônico até Cristo catorze gerações.18E o nascimento de Jesus Cristo foi assim: estando sua mãe Maria desposada com José, antes que se ajuntassem, ela foi achada grávida do Espírito Santo.19Então José, seu marido, sendo justo, e não querendo a expor à infâmia, pensou em deixá-la secretamente.20E ele, pretendendo isto, eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonho, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, porque o que nela está concebido é do Espírito Santo.21E ela dará à luz um filho, e tu chamarás seu nome Jesus; porque ele salvará seu povo de seus pecados.22E tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que foi dito pelo Senhor por meio do profeta, que disse:23Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamarão seu nome Emanuel, que traduzido é: Deus conosco. 24E despertando José do sonho, fez como o anjo do Senhor tinha lhe mandado, e recebeu sua mulher.25E ele não a conheceu intimamente, até que ela deu à luz um filho, e lhe pôs por nome JESUS.
1Princípio do Evangelho de Jesus Cristo«, Filho de Deus». 2Como está escrito no profeta Isaías: Eis que eu envio o meu mensageiro diante de tua face, que preparará o teu caminho.3Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas. 4João veio a batizar no deserto, e a pregar o batismo de arrependimento para perdão dos pecados.5E toda a província da Judeia e todos os de Jerusalém saíam até ele; e eram batizados por ele no rio Jordão, confessando os seus pecados.6João se vestia de pelos de camelo, e um cinto de couro em sua cintura; e comia gafanhotos e mel do campo.7Ele pregava assim: Após mim vem aquele que é mais forte do que eu. A ele não sou digno de me abaixar para desatar a tira das suas sandálias.8Eu tenho vos batizado com água, porém ele vos batizará com Espírito Santo.9E aconteceu que, naqueles dias, Jesus de Nazaré da Galileia veio, e foi batizado por João no Jordão.10E assim que saiu da água, viu os céus se abrirem, e o Espírito, que como pomba descia sobre ele.11E veio uma voz dos céus: Tu és meu Filho amado, em ti me agrado.12E logo o Espírito o impeliu ao deserto.13Ele esteve no deserto quarenta dias, tentado por Satanás. Ele estava com os animais selvagens, e os anjos o serviam.14Depois que João foi preso, Jesus veio para a Galileia, pregando o Evangelho de Deus,15e dizendo: O tempo se cumpriu, e o Reino de Deus está perto; arrependei-vos, e crede no Evangelho.16E enquanto andava junto ao mar da Galileia, ele viu Simão e seu irmão André, que lançavam uma rede ao mar, porque eram pescadores;17Jesus lhes disse: Vinde após mim, e farei serdes pescadores de gente.18Então logo deixaram as redes, e o seguiram.19E passando um pouco mais adiante, viu Tiago filho de Zebedeu, e seu irmão João, que estavam no barco, consertando as redes.20E logo os chamou; então eles deixaram o seu pai Zebedeu no barco com os empregados, foram após ele.21Eles entraram em Cafarnaum; e assim que chegou o sábado, Jesus entrou na sinagoga e começou a ensinar.22E ficavam admirados com o seu ensinamento, pois, diferentemente dos escribas, ele os ensinava como quem temautoridade.23E logo apareceu na sinagoga deles um homem com um espírito imundo, que gritou,24dizendo: Ah, que temos contigo, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Bem sei quem és: o Santo de Deus.25Jesus o repreendeu, dizendo: Cala-te, e sai dele.26E o espírito imundo, provocando convulsão nele, e gritando em alta voz, saiu dele.27Assim todos ficaram admirados, e perguntavam entre si: Que é isto? Que novo ensinamento com autoridade! Ele ordena até aos espíritos imundos, e eles lhe obedecem!28E logo sua fama se espalhou por toda a região da Galileia.29Logo depois de saírem da sinagoga, vieram à casa de Simão e de André, com Tiago e João.30A sogra de Simão estava deitada com febre, e logo falaram dela a Jesus.31Então ele aproximou-se dela, tomou-a pela mão, e a levantou; logo a febre a deixou, e ela começou a servi-los.32Ao entardecer, quando o sol já se punha, trouxeram-lhe todos os doentes e endemoninhados;33e toda a cidade se juntou à porta.34Ele curou muitos que se achavam mal de diversas enfermidades, e expulsou muitos demônios. Ele não deixava os demônios falarem, porque o conheciam.35De madrugada, ainda escuro, ele se levantou para sair, foi a um lugar deserto, e ali esteve a orar.36Simão e os que estavam com ele o seguiram.37Quando o acharam, disseram-lhe: Todos estão te procurando.38Jesus lhes respondeu: Vamos para as aldeias vizinhas, para que eu também pregue ali, pois vim para isso.39Ele foi pregar em suas sinagogas por toda a Galileia, e expulsava os demônios.40Um leproso aproximou-se dele, rogando-lhe, pondo-se de joelhos, e dizendo-lhe: Se quiseres, tu podes limpar-me.41E Jesus, movido de compaixão, estendeu a mão, tocou-o, e disse-lhe: Quero; sê limpo.42Logo a lepra saiu dele, e ficou limpo.43Jesus advertiu-o, e logo o despediu,44dizendo-lhe: Cuidado, não digas nada a ninguém. Mas vai, mostra-te ao Sacerdote, e oferece por teres ficado limpo o que Moisés mandou, para lhes servir de testemunho.45Porém, quando ele saiu, começou a anunciar muitas coisas, e a divulgar a notícia, de maneira que Jesus já não podia entrar publicamente na cidade; em vez disso, ficava do lado de fora em lugares desertos, e pessoas de todas as partes vinham até ele.
1Como muitos empreenderam pôr em ordem o relato das coisas que entre nós se cumpriram,2conforme os que as viram que desde o princípio, e foram servidores das palavra, nos transmitiram,3pareceu-me bom que também eu, que tenho me informado com exatidão desde o princípio, escrevesse-as em ordem a ti, caríssimo Teófilo,4para que conheças a certeza das coisas de que foste ensinado.5Houve nos dias de Herodes, rei da Judeia, um sacerdote chamado Zacarias, da ordem de Abias; sua mulher das filhas de Arão, e o seu nome era Isabel.6E ambos eram justos diante de Deus; andavam sem repreensão em todos os mandamentos e preceitos do Senhor.7Mas não tinham filho, porque Isabel era estéril, e ambos tinham idade avançada.8E aconteceu que, quando ele fazia o trabalho sacerdotal diante de Deus, na ordem da sua turma,9conforme o costume do sacerdócio, foi sorteado a entrar no santuário do Senhor para oferecer o incenso.10E toda a multidão do povo estava fora orando, à hora do incenso.11Então um anjo do Senhor lhe apareceu em pé, à direita do altar do incenso.12Quando Zacarias o viu, perturbou-se, e o medo o tomou.13Mas o anjo lhe disse: Zacarias, não temas, pois a tua oração foi ouvida. E Isabel, tua mulher, dará à luz um filho, e lhe porás o nome de João.14E terás prazer e alegria, e muitos se alegrarão do seu nascimento;15pois ele será grande diante do Senhor, e não beberá vinho nem bebida alcoólica, e será cheio do Espírito Santo, já desde o ventre da sua mãe.16E converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor seu Deus.17E irá adiante dele no espírito e virtude de Elias, para converter os corações dos pais aos filhos, e os rebeldes à prudência dos justos; a fim de preparar um povo pronto ao Senhor.18Então Zacarias disse ao anjo: Como terei certeza disso? Pois sou velho, e a minha mulher de idade avançada.19O anjo lhe respondeu: Eu sou Gabriel, que fico presente diante de Deus, e fui enviado para te falar e te dar estas boas notícias.20Eis que ficarás mudo, e não poderás falar até o dia em que essas coisas aconteçam, porque não creste nas minhas palavras, que se cumprirão no devido tempo.21E o povo estava esperando Zacarias, e se surpreenderam de que ele demorava no santuário.22Quando ele saiu, não conseguia lhes falar; e entenderam que havia tido alguma visão no santuário. Ele lhes fazia gestos, e continuou mudo.23E sucedeu que, terminados os dias do seu serviço, voltou à sua casa.24E depois daqueles dias Isabel, sua mulher, Isabel, engravidou-se, e por cinco meses se escondeu, dizendo:25Pois isto o Senhor me fez nos dias em que ele me olhou, para acabar a minha humilhação entre as pessoas.26E no sexto mês o anjo Gabriel foi enviado da parte de Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré,27a uma virgem prometida em casamento com um homem chamado José, da descendência de Davi; e o nome da virgem era Maria.28O anjo entrou onde ela estava, e disse: Alegra-te, agraciada; o Senhor é contigo.29Ela perturbou-se muito por essas palavras, e se perguntava que saudação seria esta.30Então o anjo lhe disse: Maria, não temas, porque encontraste graça diante de Deus.31E eis que em teu ventre conceberás, darás à luz um filho, e chamarás o seu nome de Jesus.32Ele será grande, e será chamado Filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu ancestral.33E reinará eternamente na casa de Jacó; o seu reino não terá fim.34Maria disse ao anjo: Como será isso? Pois não conheço intimamente homem algum.35O anjo lhe respondeu: O Espírito Santo virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. Por isso o Santo que nascerá será chamado Filho de Deus.36E eis que Isabel, tua prima, também está grávida de um filho na sua velhice; e este é o sexto mês para a que era chamada de estéril.37Pois para Deus nada será impossível.38Então Maria disse: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim conforme a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela.39E naqueles dias, Maria levantou-se, e foi apressada à região montanhosa, a uma cidade de Judá.40Ela entrou na casa de Zacarias, e cumprimentou Isabel.41E aconteceu que, quando Isabel ouviu o cumprimento de Maria, a criança saltou no seu ventre, e Isabel foi cheia do Espírito Santo.42Então exclamou em alta voz: Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre!43Como me acontece isto, que a mãe de meu Senhor venha a mim?44Pois eis que, quando a voz do teu cumprimento chegou aos meus ouvidos, a criança saltou de alegria no meu ventre.45E bendita a que creu, pois se cumprirão as coisas que do Senhor lhe foram ditas.46Então Maria disse: A minha alma engrandece ao Senhor,47e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador.48Porque ele olhou para a humilde condição da sua serva; pois eis que desde agora todas as gerações me chamarão bendita.49Pois o Poderoso me fez grandes coisas; e santo é o seu nome.50E a sua misericórdia é de geração em geração sobre os que o temem.51Com o seu braço manifestou poder; dispersou os soberbos no pensamento dos seus corações.52Derrubou os poderosos dos tronos, e elevou os humildes.53Encheu de bens aos famintos, e despediu vazios os ricos.54Auxiliou ao seu servo Israel, lembrando-se da sua misericórdia,55como falou aos nossos ancestrais, a Abraão, e à sua descendência, para sempre.56Maria esteve com ela por quase três meses; então voltou para sua casa.57E completou-se à Isabel o tempo de dar à luz, e teve um filho.58Os seus vizinhos e parentes ouviram que o Senhor havia feito a ela grande misericórdia, e alegraram-se com ela.59E aconteceu que ao oitavo dia vieram circuncidar o menino, e o chamavam Zacarias, do nome do seu pai.60E sua mãe respondeu: Não, porém será chamado João.61E disseram-lhe: Ninguém há entre os teus parentes que se chame deste nome.62E perguntaram por gestos ao seu pai como queria que lhe chamassem.63Ele pediu uma tábua, e escreveu: O seu nome é João. E todos se surpeenderam.64E logo a sua boca se abriu, e a sua língua se soltou; e voltou a falar, louvando a Deus.65E veio temor sobre todos os seus vizinhos; e em toda a região montanhosa da Judeia todas essas coisas foram divulgadas.66E todos os que ouviam, guardavam em seus corações, dizendo: Quem será este menino? Pois também a mão do Senhor estava com ele.67E Zacarias, seu pai, foi cheio do Espírito Santo, e profetizou, dizendo:68Bendito seja o Senhor Deus de Israel, porque visitou e redimiu o seu povo.69E nos levantou uma poderosa salvação na casa de seu servo Davi,70como falou pela boca dos seus santos profetas, desde o princípio do mundo;71Que nos livraria dos nossos inimigos e da mão de todos os que nos odeiam,72para manifestar misericórdia aos nossos ancestrais, e se lembrar do seu santo pacto,73do juramento que fez a Abraão, nosso ancestral;74de nos conceder que, libertos da mão dos inimigos, o serviríamos sem temor,75em santidade e justiça diante dele, todos os nossos dias.76E tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo; porque irás adiante da face do Senhor, para preparar os seus caminhos,77para dar a seu povo conhecimento da salvação, na remissão de seus pecados;78por causa da misericórdia do nosso Deus, com que o nascer do sol nos visitará;79para iluminar os que estão sentados nas trevas e sombra de morte; a fim de guiar os nossos pés pelo caminho da paz.80E o menino crescia e se fortalecia em espírito. E esteve nos desertos até o dia em que se mostrou a Israel.
1No princípio era a Palavra, e a Palavra estava junto de Deus, e a Palavra era Deus.2Esta estava no princípio junto de Deus.3Por esta foram feitas todas as coisas, e sem ela não se fez coisa nenhuma do que foi feito.4Nela estava a vida, e a vida era a luz dos seres humanos.5E a luz brilha nas trevas; e as trevas não a compreenderam.6Houve um homem enviado por Deus, cujo nome era João.7Este veio por testemunho, para que testemunhasse da Luz, para que todos por ele cressem.8Ele não era a Luz; mas foi enviado para que testemunhasse da Luz.9Esta era a luz verdadeira, que ilumina a todo ser humano que vem ao mundo.10No mundo estava, e por ele foi feito o mundo; e o mundo não o conheceu.11Ao seu próprio veio, e os seus não o receberam.12Mas a todos quantos o receberam, deu-lhes poder de serem feitos filhos de Deus: aos que creem em seu nome.13Os quais não são gerados de sangue, nem de vontade da carne, nem de vontade de homem, mas sim de Deus.14E aquela Palavra se fez carne, e habitou entre nós; (e vimos sua glória, como glória do unigênito do Pai) cheio de graça e de verdade.15E João dele testemunhou, e clamou, dizendo: Este era aquele, de quem eu dizia: O que vem após mim é antes de mim; porque era primeiro que eu.16E de sua plenitude recebemos todos também graça por graça.17Porque a Lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade foi feita por Jesus Cristo.18A Deus nunca ninguém o viu; o unigênito Deus, que está no seio do Pai, ele o declarou.19E este é o testemunho de João, quando os judeus mandaram alguns sacerdotes e levitas de Jerusalém, que lhe perguntassem: Tu quem és?20E confessou, e não negou; e confessou: Eu não sou o Cristo.21E lhe perguntaram: Que, então? És tu Elias? E ele disse: Não sou. Eles disseram: Tu és o Profeta? E ele respondeu: Não.22Disseram-lhe pois: Quem és? Para darmos resposta aos que nos enviaram. Que dizes de ti mesmo?23Disse: Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor, como disse o profeta Isaías.24E os enviados eram dos fariseus.25E perguntaram-lhe, e disseram-lhe: Por que pois batizas, se tu não és o Cristo, nem Elias, nem o profeta?26João lhes respondeu, dizendo: Eu batizo com água; mas em meio de vós, está a quem vós não conheceis,27Este é aquele que vem após mim, do qual eu não sou digno de desatar a tira de sua sandália.28Estas coisas aconteceram em Betábara, do outro lado do Jordão, onde João estava batizando.29O dia seguinte viu João a Jesus vir a ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.30Este é aquele do qual eu disse: Após mim vem um homem que já foi antes de mim; porque já era primeiro que eu.31E eu não o conhecia; mas para que fosse manifesto a Israel, por isso vim eu batizando com água.32E João testemunhou, dizendo: Eu vi o Espírito como pomba descer do céu, e repousou sobre ele.33E eu não o conhecia, mas aquele que me mandou a batizar com água, esse me disse: Sobre aquele que vires descer ao Espírito, e repousar sobre ele, esse é o que batiza com Espírito Santo.34E eu o vi, e testemunhado tenho, que este é o Filho de Deus.35O seguinte dia estava outra vez ali João, e dois de seus discípulos.36E vendo por ali andar a Jesus, disse: Eis o Cordeiro de Deus.37E os dois discípulos ouviram-lhe dizer aquilo, e seguiram a Jesus.38E Jesus, virando-se, e vendo-os seguir, disse-lhes: Que buscais? E eles lhe disseram: Rabi, (que traduzido, quer dizer, Mestre) onde moras?39Disse-lhes ele: Vinde, e vede-o; Vieram, e viram onde morava, e na companhia dele naquele dia; e já era quase a hora décima.40Era André, o irmão de Simão Pedro, um dos dois que ouvira aquilo de João, e o haviam seguido.41Este achou primeiro a seu irmão Simão, e disse-lhe: Já achamos ao Messias(que traduzido, é o Cristo).42E levou-o a Jesus. E Jesus, olhando para ele, disse: Tu és Simão, filho de Jonas; tu serás chamado Cefas. (que se traduz Pedro).43O dia seguinte Jesus quis ir à Galileia, achou Filipe, e disse-lhe: Segue-me.44E Filipe era de Betsaida, da cidade de André e de Pedro.45Filipe achou Natanael, e disse-lhe: Achamos aquele de quem Moisés escreveu na Lei, e os Profetas: a Jesus, o filho de José, de Nazaré.46E disse-lhe Natanael: Pode haver alguma coisa boa de Nazaré? Filipe lhe disse: Vem, e vê.47Jesus viu Natanael vir, e disse dele: Eis verdadeiramente um israelita, em quem não há engano!48Natanael lhe disse: De onde tu me conheces? Respondeu Jesus, e disse-lhe: Antes que Filipe te chamasse, estando tu debaixo da figueira, eu te vi.49Natanael respondeu, e disse-lhe: Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel!50Jesus respondeu, e disse-lhe: Porque te disse: Debaixo da figueira te vi, crês? Tu verás coisas maiores que estas.51E disse-lhe: Em verdade, em verdade vos digo, que daqui em diante vereis o céu aberto, e aos anjos de Deus subir e descer sobre o Filho do homem.
1Eu fiz o primeiro livro, ó Teófilo, sobre todas as coisas que Jesus começou, tanto a fazer como a ensinar;2Até o dia em que ele foi recebido acima, depois de pelo Espírito Santo ter dado mandamentos aos apóstolos que tinha escolhido;3Aos quais também, depois de ter sofrido, apresentou-se vivo com muitas evidências; sendo visto por eles durante quarenta dias, e falando -lhes das coisas relativas ao reino de Deus.4E, reunindo-os, mandou-lhes que não saíssem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai que (disse ele) de mim ouvistes.5Porque João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muitos dias depois destes.6Então aqueles que tinham se reunido lhe perguntaram, dizendo: Senhor, tu restaurarás neste tempo o Reino a Israel?7E ele lhes disse: Não pertence a vós saber os tempos ou estações que o Pai pôs em sua própria autoridade.8Mas vós recebereis poder do Espírito Santo, que virá sobre vós; e vós sereis minhas testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judeia, e Samaria, e até ao último lugar da terra.9E tendo ele dito estas coisas, enquanto eles o viam, ele foi levantado acima, e uma nuvem o tirou dos olhos deles.10E enquanto eles estavam com os olhos fixos ao céu, depois dele ter ido, eis que dois homens de roupas brancas se puseram junto a eles;11Os quais também disseram: Homens galileus, por que estais olhando para o céu? Este Jesus, que foi tomado de vós acima ao céu, assim virá, da maneira como o vistes ir ao céu.12Então eles voltaram a Jerusalém do monte que se chama das Oliveiras, o qual está perto de Jerusalém à distância de um caminho de sábado.13E ao entrarem, subiram ao cômodo superior, onde ficaram Pedro, Tiago, João, André, Filipe, Tomé, Bartolomeu, Mateus, Tiago filho de Alfeu, Simão Zelote e Judas irmão de Tiago.14Todos estes perseveravam concordando em orações, e petições, com as mulheres, com Maria a mãe de Jesus, e com os irmãos dele.15E em algum d aqueles dias, havendo uma multidão reunida de cerca de cento e vinte pessoas, Pedro se levantou no meio dos discípulos e disse:16Homens irmãos, era necessário que se cumprisse a Escritura, que o Espírito Santo, por meio da boca de Davi, predisse quanto a Judas, que foi o guia daqueles que prenderam a Jesus.17Porque ele foi contado conosco, e obteve uma porção neste ministério.18Este pois, adquiriu um campo por meio do pagamento da maldade, e tendo caído de cabeça para baixo, partiu-se ao meio, e todos os seus órgãos internos caíram para fora.19E isso foi conhecido por todos os que habitam em Jerusalém, de maneira que aquele campo se chama em sua própria língua Aceldama, isto é, campo de sangue.20Porque está escrito no livro dos Salmos: Sua habitação se faça deserta, e não haja quem nela habite; e outro tome seu trabalho de supervisão.21Portanto é necessário, que dos homens que nos acompanharam todo o tempo em que o Senhor Jesus entrava e saía conosco,22Começando desde o batismo de João, até o dia em que diante de nós ele foi recebido acima, se faça um destes testemunha conosco de sua ressurreição.23E apresentaram dois: a José, chamado Barsabás, que tinha por sobrenome o Justo; e a Matias.24E orando, disseram: Tu, Senhor, conhecedor dos corações de todos, mostra a qual destes dois tu tens escolhido.25Para que ele tome parte deste ministério e apostolado, do qual Judas se desviou para ir a seu próprio lugar.26E lançaram-lhes as sortes; e caiu a sorte sobre Matias. E ele passou a ser contado junto com os onze apóstolos.
1Paulo, servo de Cristo Jesus, chamado para ser apóstolo, separado para o evangelho de Deus,2que antes havia prometido por meio dos seus profetas nas santas Escrituras,3acerca do seu Filho (que, quanto à carne, nasceu da descendência de Davi,4e declarado Filho de Deus em poder, segundo o Espírito de santidade, pela ressurreição dos mortos): Jesus Cristo, nosso Senhor.5Por ele recebemos graça e apostolado, para a obediência da fé entre todas as nações, por causa do seu nome.6Entre elas sois também vós, chamados para serdes de Jesus Cristo.7A todos que estais em Roma, amados de Deus, e chamados de santos: convosco haja graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.8Em primeiro lugar, agradeço ao meu Deus por meio de Jesus Cristo, por todos vós, porque a vossa fé é anunciada no mundo todo.9Pois Deus, a quem sirvo em meu espírito no evangelho do seu Filho, é minha testemunha de como sem cessar faço menção de vós,10rogando sempre em minhas orações, que agora, de alguma maneira, finalmente, tenha eu a oportunidade de, pela vontade de Deus, vir vos visitar.11Pois eu desejo ver-vos, para compartilhar convosco algum dom espiritual, para que sejais fortalecidos;12isto é, para eu ser consolado juntamente convosco pela fé mútua, tanto a vossa, como a minha.13Porém, irmãos, não quero que ignoreis que muitas vezes pretendi vir à vossa presença (mas fui impedido até agora), a fim de que eu também tivesse algum fruto entre vós, como também entre os demais gentios.14Eu sou devedor, tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a não sábios.15Portanto, quanto a mim, pronto estou para anunciar o evangelho também a vós, que estais em Roma.16Porque não me envergonho do Evangelho, pois é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiramente do judeu, e também do grego.17Pois no Evangelho se revela a justiça de Deus de fé em fé; como está escrito: O justo viverá pela fé. 18Porque a ira de Deus se manifesta do céu contra toda irreverência e injustiça das pessoas que bloqueiam a verdade pela injustiça;19pois o que se pode conhecer de Deus é evidente a eles, porque Deus lhes manifestou.20Pois as suas características invisíveis, inclusive o seu eterno poder e divindade, desde a criação do mundo são entendidas e claramente vistas por meio das coisas criadas, para que não tenham desculpa;21Porque, ainda que tenham conhecido Deus, não o glorificaram como Deus, nem foram gratos; em vez disso, perderam o bom senso em seus pensamentos, e seus tolos corações ficaram em trevas.22Chamando a si mesmos de sábios, tornaram-se tolos,23e trocaram a glória de Deus indestrutível por semelhança de imagem do ser humano destrutível, e de aves, de quadrúpedes, e de répteis.24Por isso, Deus os entregou à imundície, nos desejos dos seus corações, para desonrarem os seus corpos entre si.25Trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram à criatura mais do que ao Criador, que é bendito eternamente, Amém!26Por isso, Deus os entregou a paixões infames. Pois até suas mulheres trocaram o hábito sexual natural pelo que era contra a natureza;27e também, de semelhante maneira, os machos abandonaram o hábito sexual natural com a mulher, e acenderam sua sensualidade uns com os outros, homens com homens, praticando indecência, e recebendo em si mesmos a devida retribuição pelo seu erro.28E como recusaram reconhecer a Deus, o mesmo Deus os entregou a uma mente corrompida, para fazerem coisas impróprias.29Assim, estão cheios de toda injustiça, malícia, ganância, maldade; estão repletos de inveja, homicídio, brigas, engano, malignidade;30são murmuradores, difamadores, e odeiam a Deus; são insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, e desobedientes aos pais;31não têm entendimento, quebram acordos, são insensíveis, e recusam-se a mostrar misericórdia.32Apesar de conhecerem o juízo de Deus (de que os que fazem tais coisas merecem a morte), não somente as fazem, como também aprovam os que as praticam.
1Paulo, chamado apóstolo de Jesus Cristo pela vontade de Deus, e o irmão Sóstenes,2À igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados santos, com todos os que em todo lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles, e nosso;3Graça seja convosco, e a paz de Deus nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.4Sempre agradeço ao meu Deus por causa de vós, pela graça de Deus, que é dada a vós em Cristo Jesus.5Que em todas as coisas estais enriquecidos nele, em toda palavra, e em todo conhecimento;6Assim como o testemunho de Jesus Cristo foi confirmado entre vós.7De maneira que nenhum dom vos falta, enquanto esperais a manifestação do nosso Senhor Jesus Cristo,8o qual também vos firmará até o fim, irrepreensíveis no dia de nosso Senhor Jesus Cristo.9Deus é fiel, por quem fostes chamados para a comunhão do seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor.10Mas eu vos rogo, irmãos, pelo nome do nosso Senhor Jesus Cristo, que todos faleis uma mesma coisa, e não haja divisões entre vós; antes estejais juntos com o mesmo entendimento, e com a mesma opinião.11Porque, irmãos meus, me foi informado de vós, pelos da casa de Cloé, que há brigas entre vós.12E digo isto, que cada um de vós diz: “Eu sou de Paulo” e “Eu sou de Apolo” e “Eu sou de Cefas” e “Eu sou de Cristo”.13Cristo está dividido? Paulo foi crucificado por vós? Ou fostes vós batizados no nome de Paulo?14Agradeço a Deus que batizei nenhum de vós, a não ser Crispo e Gaio;15para que ninguém diga que eu tenha batizado em meu nome.16Também batizei aos da casa de Estefanas; além desses, não sei se batizei algum outro.17Porque Cristo não me enviou para batizar, mas sim, para evangelizar; não com sabedoria de palavras, para que a cruz de Cristo não se torne inútil.18Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para os que se salvam é poder de Deus.19Porque está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios, e aniquilarei a inteligência dos inteligentes.20Onde está o sábio? Onde está o escriba? Onde está o questionador destes tempos? Por acaso Deus não fez de loucura a sabedoria deste mundo?21Porque já que, na sabedoria de Deus, o mundo não conheceu a Deus pela sabedoria, Deus se agradou de salvar aos crentes pela loucura da pregação.22Porque os judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedoria.23Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os Judeus, e loucura para os gregos.24Porém aos que são chamados, tanto judeus como gregos, Cristo é poder de Deus e sabedoria de Deus.25Porque a loucura de Deus é mais sábia que os seres humanos; e a fraqueza de Deus é mais forte que os seres humanos.26Vede, pois, o vosso chamado, irmãos; pois dentre vós não há muitos sábios segundo a carne, nem muitos poderosos, nem muitos da elite.27Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para envergonhar as sábias; e Deus escolheu as fracas deste mundo, para envergonhar as fortes.28E Deus escolheu as coisas desprezíveis deste mundo, e as sem valor, e as que não são, para aniquilar as que são.29Para que ninguém orgulhe de si diante dele.30Mas vós sois dele em Jesus Cristo, o qual de Deus nos foi feito sabedoria, e justiça, e santificação, e resgate.31Para que, como está escrito: Aquele que se orgulha, orgulhe-se por causa do Senhor.
1Paulo, apóstolo de Jesus Cristo, pela vontade de Deus, e o irmão Timóteo, para a igreja de Deus que está em Corinto, com todos os santos que estão em toda a Acaia.2Graça e paz de Deus nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.3Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias, e o Deus de toda consolação,4Que nos consola em toda aflição nossa, para que também possamos consolar aos que estiverem em alguma aflição, com a consolação com que nós mesmos por Deus somos consolados.5Porque assim como os sofrimentos de Cristo são abundantes em nós, assim também por Cristo é abundante nossa consolação.6Porém se nós somos afligidos, é para vossa consolação e salvação; se estamos consolados, também é para vossa consolação, que opera enquanto se suporta os mesmos sofrimentos que nós também sofremos.7E nossa esperança por vós é firme, sabendo que, como sois participantes dos sofrimentos, assim também sois da consolação.8Porque, irmãos, não queremos que ignoreis nossa aflição que nos sobreveio na Ásia, em que fomos excessivamente oprimidos, mais do que podíamos suportar, de tal modo que já tínhamos perdido a esperança de sobrevivermos.9Por isso já tínhamos em nós mesmos a sentença de morte, para que não confiássemos em nós mesmos, mas sim em Deus, que ressuscita aos mortos;10O qual nos livrou de tamanha morte, e ainda nos livra; nele esperamos que também ainda nos livrará;11Junto do vosso auxílio com oração por nós, a fim de que, pelo favor concedido a nós por causa de muitas pessoas, por muitos sejam dadas graças a Deus por nós.12Porque nosso orgulho é este: o testemunho de nossa consciência, que com simplicidade e sinceridade de Deus, não com sabedoria carnal, mas com a graça de Deus, nós nos comportamos no mundo, e especialmente convosco.13Porque nenhuma outra coisa vos escrevemos, a não ser as que já sabeis, ou também entendeis; e espero que as entendereis por completo.14Assim como também já em parte tendes nos entendido, que somos vosso orgulho, como também vós sois o nosso orgulho no dia do Senhor Jesus.15E com esta confiança eu quis primeiro vir até vós, para que tivésseis uma segunda graça;16E por vós passar para a Macedônia; e da Macedônia vir outra vez até vós; e depois ser enviado por vós até a Judeia.17Quando eu planejei isso, por acaso fiz de forma irresponsável? Ou o que eu planejo, planejo segundo a carne, para que eu diga sim e não ao mesmo tempo?18Porém assim como Deus é fiel, nossa palavra para vós não foi sim e não ao mesmo tempo.19Porque o Filho de Deus, Jesus Cristo, o que por nós foi pregado entre vós, isto é, por mim, e Silvano, e Timóteo, não foi sim e não, mas nele foi o “sim”.20Porque todas as promessas nele são “sim”, e nele se diga Amém, para glória de Deus por meio de nós.21Mas o que nos confirma convosco, e o que nos ungiu, é Deus.22O qual também nos selou, e nos deu o penhor do Espírito em nosso corações.23Porém invoco a Deus por testemunha sobre minha alma, que para vos poupar, até agora não vim a Corinto.24Não que sejamos senhores de vossa fé; porém somos cooperadores de vossa alegria. Porque pela fé estais firmes.
1Paulo, apóstolo (não da parte dos seres humanos, nem por meio de homem algum, mas sim por Jesus Cristo, e por Deus Pai, que o ressuscitou dos mortos),2e todos os irmãos que estão comigo, para as igrejas da Galácia.3Graça seja convosco, e também a paz de Deus nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo,4que deu a si mesmo pelos nossos pecados, para nos tirar da presente era maligna, conforme a vontade do nosso Deus e Pai,5ao qual seja a glória para todo o sempre, Amém!6Admiro-me de que tão rapidamente desviastes daquele que vos chamou na graça de Cristo, em troca de outro evangelho.7Não que haja outro evangelho, porém há alguns que vos inquietam, e querem perverter o Evangelho de Cristo.8Porém, ainda que nós mesmos, ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos anunciamos, maldito seja.9Como já havíamos dito, volto também agora a dizer: se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, maldito seja.10Pois agora estou buscando a aprovação das pessoas, ou a de Deus? Ou procuro agradar a pessoas? Se ainda tentasse agradar a pessoas, eu não seria servo de Cristo.11Pois faço-vos saber, irmãos, que o Evangelho anunciado por mim não se baseia em pessoas;12pois não o recebi, nem aprendi de ser humano algum, mas sim pela revelação de Jesus Cristo.13Pois já ouvistes da minha conduta no judaísmo, como em excesso eu perseguia e tentava destruir a Igreja de Deus;14e como no judaísmo eu era mais avançado que muitos de minha idade em minha nação, e era extremamente zeloso das tradições de meus pais.15Mas quando aquele que me separou desde o ventre da minha mãe, e por sua graça me chamou, se agradou16de revelar o seu Filho em mim, para eu evangelizar os gentios, de imediato, não fui pedir conselho com pessoa alguma;17nem subi a Jerusalém para os que já eram apóstolos antes de mim; em vez disso, parti para a Arábia, e voltei outra vez a Damasco.18Então, depois de três anos, subi a Jerusalém para visitar Cefas, e estive com ele por quinze dias.19E vi nenhum outro dos apóstolos, a não ser Tiago, o irmão do Senhor.20Ora, das coisas que vos escrevo, eis que, diante de Deus, não estou mentindo.21Depois fui para as regiões da Síria e da Cilícia.22Eu, porém, não era conhecido de rosto pelas igrejas da Judeia que estão em Cristo;23mas somente haviam ouvido que “Aquele que antes nos perseguia agora anuncia a fé que antes tentava destruir”.24E glorificavam a Deus por causa de mim.
1Paulo, apóstolo de Cristo Jesus pela vontade de Deus, aos santos que estão em Éfeso, e fiéis em Cristo Jesus.2Graça e paz, de Deus nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo, sejam convosco.3Bendito seja o Deus e Pai do nosso Senhor Jesus Cristo, que nos abençoou com todas as bênçãos espirituis nos lugares celestiais em Cristo.4Assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor.5E nos predestinou como filhos adotados por meio de Jesus Cristo para si mesmo, conforme o bom prazer de sua vontade;6para louvor da glória de sua graça, a qual nos concedeu gratuitamente no Amado.7Nele temos a libertação pelo seu sangue, o perdão dos pecados, conforme as riquezas da sua graça,8que ele fez transbordar em nós em toda sabedoria e prudência.9E nos revelou o mistério da sua vontade, conforme o seu bom prazer, que propôs nele,10para a administração do cumprimento dos tempos, isto é, voltar a reunir todas as coisas em Cristo, tanto as que estão nos céus, quanto as que estão na terra.11Nele também fomos feitos herança, havendo sido predestinados conforme o propósito daquele que faz todas as coisas segundo o conselho da sua vontade,12para que fôssemos para louvor da sua glória, nós os que primeiro esperamos em Cristo.13E também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, e nele crestes, nele fostes selados com o Espírito Santo da promessa,14que é a garantia da nossa herança, até a libertação da propriedade de Deus, para louvor da sua glória.15Por isso eu, desde que ouvi da fé que há entre vós no Senhor Jesus, e do amor a todos os santos,16não paro de agradecer a Deus por vós, lembrando-me em minhas orações.17Oro para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai glorioso, vos dê o Espírito de sabedoria e de revelação no conhecimento dele;18e que sejam iluminados os olhos do vosso coração, para que conheçais qual é a esperança para a qual ele chamou, quais são as riquezas da gloriosa herança dele nos santos,19e qual é a superabundante grandeza do seu poder para nós, que cremos, conforme a operação da sua poderosa força,20a qual ele operou em Cristo, ressuscitando-o dos mortos; e o colocou à direita dele nos céus,21acima de todo governo, autoridade, poder, domínio, e de todo nome que se nomeia, não só nesta era, mas também na futura.22Ele também sujeitou todas as coisas debaixo dos seus pés, e o constituiu por cabeça sobre todas as coisas para a Igreja,23que é o seu corpo, a plenitude daquele que enche tudo em todas as coisas.
1Paulo e Timóteo, servos de Cristo Jesus, a todos os santos em Cristo Jesus, que estão em Filipos, com os supervisores e servidores. 2Haja convosco a graça e paz de Deus nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.3Agradeço ao meu Deus todas as vezes que me lembro de vós,4sempre em todas as minhas orações, com alegria, fazendo oração por todos vós,5por causa da vossa cooperação com o Evangelho desde o primeiro dia até agora.6E nisto tenho certeza: aquele que começou a boa obra em vós irá completá-la até o dia de Cristo Jesus.7Para mim é justo eu sentir isso de todos vós, pois vos tenho no coração, porque todos vós sois participantes comigo da graça, tanto nas minhas prisões, como na defesa e confirmação do Evangelho.8Pois Deus é minha testemunha de como sinto saudades de todos vós, com o afeto de Jesus Cristo.9E isto oro: que o vosso amor seja mais e mais abundante em conhecimento e em toda percepção,10para que aproveis as melhores coisas, a fim de que sejais sinceros, sem ofensa, até o dia de Cristo;11cheios do fruto da justiça, que, por meio de Jesus Cristo, é para glória e louvor a Deus.12Mas quero, irmãos, que saibais que as coisas me aconteceram foram para o avanço do Evangelho,13de maneira que se tornou evidente a toda a guarda pretoriana, e a todos os demais, que as minhas prisões são em Cristo; 14e que a maioria dos irmãos no Senhor, depois de ganharem confiança com as minhas prisões, ousam falar a Palavra de Deus muito mais, sem medo.15É verdade que também alguns pregam a Cristo por inveja e rivalidade, porém outros, também, de boa vontade.16Uns em verdade anunciam a Cristo por amor, sabendo que fui posto para a defesa do Evangelho.17Mas outros anunciam por rivalidade egoísta, não sinceramente, supondo que irão acrescentar aflição às minhas prisões.18Que, pois? Contanto que de qualquer maneira, ou com fingimento, ou em verdade, Cristo seja anunciado; e nisto me alegro, e continuarei a me alegrar;19pois sei que isso me resultará em livramento pela vossa oração e pelo socorro do Espírito de Jesus Cristo;20conforme a minha intensa expectativa e esperança, de que em nada me envergonharei. Ao contrário, com toda a confiança, como sempre, assim também agora Cristo será engrandecido no meu corpo, seja pela vida, seja pela morte.21Pois, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro.22Mas, se este viver na carne for o fruto do meu trabalho, então não sei o que prefiro,23pois estou pressionado por ambos os lados: tenho desejo de ser desligado, e estar com Cristo, o que é muito melhor;24entretanto, ficar na carne é mais necessário por causa de vós.25E nisto confio e sei, que ficarei, e continuarei com todos vós, para que avanceis, e vos alegreis na fé; 26a fim de que a vossa alegria em Cristo Jesus seja abundante, por causa de mim, através da minha presença, de volta, convosco.27Tão somente procedei de maneira digna do Evangelho de Cristo, para que, seja quando eu venha e vos veja, seja ausente, ouça a vosso respeito de que estais num mesmo espírito, com um mesmo ânimo, combatendo juntos pela fé do Evangelho;28e que em nada vos amedronteis pelos adversários, o que para eles é, de fato, indício de perdição, mas para vós de salvação, e isso vem de Deus.29Pois vos foi dado gratuitamente, quanto a Cristo, não somente o crer nele, mas também o sofrer por ele,30de maneira que tendes o mesmo combate, que vistes em mim, e agora de mim ouvis.
1Paulo, apóstolo de Cristo Jesus pela vontade de Deus, e o irmão Timóteo,2aos santos e fiéis irmãos em Cristo, que estão em Colossos. Haja em vós a graça e paz da parte de Deus nosso Pai.3Agradecemos ao Deus e Pai do nosso Senhor Jesus Cristo, sempre orando por vós;4pois ouvimos falar da vossa fé em Cristo Jesus, e do amor que tendes para com todos os santos;5por causa da esperança que está reservada para vós nos céus. Anteriormente ouvistes dessa esperança pala palavra da verdade do evangelho,6que já chegou a vós, como também em todo o mundo; e vai frutificando e crescendo assim como entre vós, desde o dia em que ouvistes e conhecestes a graça de Deus em verdade.7Aprendestes o evangelho por Epafras, nosso amado cooperador, que é um fiel servidor de Cristo em vosso favor.8Ele também nos declarou o vosso amor no Espírito.9Por isso também, desde o dia que o ouvimos, não paramos de orar por vós, e de pedir que sejais cheios do conhecimento da sua vontade, em toda sabedoria e entendimento espiritual;10para que possais andar dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda boa obra, e crescendo no conhecimento de Deus;11capacitados em todo fortalecimento, segundo o poder da sua glória, em toda perseverança e paciência com alegria,12agradecendo ao Pai, que vos capacitou a participar da herança dos santos na luz.13Ele nos tirou do domínio das trevas, e nos transportou para o reino do seu amado Filho,14em quem temos a libertação: o perdão dos pecados.15Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação;16porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam domínios, sejam governos, sejam autoridades; todas as coisas foram criadas por ele e para ele.17Ele existe antes de todas as coisas, e nele todas as coisas se mantêm.18E ele é a cabeça do corpo da Igreja; ele é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que tenha a primazia entre todos.19Pois foi do agrado do Pai que toda a plenitude habitasse nele;20e, havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra, como as que estão nos céus.21E vós éreis separados dele, e inimigos no entendimento, em más obras. Porém agora ele vos reconciliou,22no seu corpo de carne, pela morte, para vos apresentar diante dele santos, irrepreensíveis e inculpáveis;23se, de fato, permaneceis fundados e firmes na fé, e não vos afastais da esperança do evangelho que ouvistes, que é pregado a toda criatura que há abaixo do céu, e do qual eu, Paulo, fui feito servidor.24Agora me alegro nos meus sofrimentos por vós, e cumpro na minha carne o restante das aflições de Cristo, em benefício do seu corpo, que é a Igreja.25Dela eu fui feito servidor segundo a responsabilidade da parte de Deus que me foi dada para o vosso benefício, a fim de cumprir a palavra de Deus,26o mistério que estava oculto desde os princípios dos tempos e das gerações; mas agora foi manifesto aos seus santos.27A eles Deus quis fazer que conhecessem as riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é Cristo em vós, a esperança da glória.28Ele é quem anunciamos, advertindo a toda pessoa, e ensinando a toda pessoa, com toda sabedoria; a fim de que apresentemos toda pessoa como completa em Cristo.29Para isso eu também trabalho, lutando conforme a eficácia dele, que age em mim com poder.
1Paulo, Silvano, e Timóteo, à igreja dos tessalonicenses, em Deus Pai, e no Senhor Jesus Cristo; haja convosco a graça e a paz. 2Sempre damos graças a Deus por todos vós, fazendo menção de vós em nossas orações.3E, diante do nosso Deus e Pai, nós nos lembramos sem cessar da obra da vossa fé, do trabalho do amor, e da firmeza da esperança no nosso Senhor Jesus Cristo.4Sabemos, irmãos amados por Deus, que por ele fostes escolhidos,5pois o nosso evangelho não foi até vós somente com palavras, mas também com poder, com o Espírito Santo, e com plena certeza; assim como sabeis de que maneira estivemos entre vós para o vosso benefício.6E vos tornastes imitadores nossos e do Senhor. Mesmo em meio a muita aflição, recebestes a palavra com a alegria do Espírito Santo.7Dessa maneira vos tornastes referência a todos os crentes na Macedônia e Acaia.8Pois de vós ressoou a palavra do Senhor, não somente na Macedônia e Acaia, mas a vossa fé em Deus se espalhou em todo lugar, de tal maneira que não precisamos falar coisa alguma.9Pois eles mesmos anunciam como fomos recebidos por vós, e como vos convertestes, deixando os ídolos, para servir ao Deus vivo e verdadeiro;10e para esperar dos céus o seu Filho, a quem ele ressuscitou dos mortos: Jesus, que nos livra da ira futura.
1Paulo, e Silvano, e Timóteo, à igreja dos tessalonicenses, em Deus nosso Pai, e no Senhor Jesus Cristo.2Haja entre vós graça e paz de nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.3Nós sempre devemos dar graças a Deus por vós, irmãos, como é o correto, porque vossa fé cresce muito, e o amor de cada um de todos vós pelos outros é cada vez maior;4De maneira que nós mesmos nos orgulhamos de vós nas igrejas de Deus, por causa de vossa paciência e fé, em todas as vossas perseguições aflições que suportais;5Que é prova clara do justo julgamento de Deus, para que sejais considerados dignos do Reino de Deus, pelo qual também sofreis;6Pois é justo diante de Deus pagar com aflição aos que vos afligem;7E a vós que sois afligidos, alívio conosco, quando o Senhor Jesus aparecer do céu com os anjos de seu poder,8Com labareda de fogo, vingando os que não conhecem a Deus, e os que não obedecem ao Evangelho do nosso Senhor Jesus Cristo,9Os quais serão punidos com o castigo da eterna perdição, longe da face do Senhor, e da glória de sua força;10Quando ele vier para ser glorificado em seus santos, e naquele dia se fazer admirável em todos os que creem (porque nosso testemunho entre vós foi crido).11Por isso que também sempre rogamos por vós, que nosso Deus vos faça dignos do chamamento, e cumpra todo bom desejo e a obra da fé com poder.12Para que o nome de nosso Senhor Jesus Cristo seja glorificado em vós, e vós nele, segundo a graça de nosso Deus, e do Senhor Jesus Cristo.
1Paulo, apóstolo de Cristo Jesus segundo o mandado de Deus, nosso Salvador, e do Senhor Jesus Cristo, nossa esperança.2Para Timóteo, meu verdadeiro filho na fé. Graça, misericórdia e paz da parte de Deus Pai, e de Cristo Jesus, nosso Senhor.3Assim como te roguei quando eu estava indo à Macedônia, fica em Éfeso, para advertires a alguns que não ensinem outra doutrina,4Nem prestem atenção a mitos nem a genealogias intermináveis, que mais produzem discussões que a administração da parte de Deus na fé.5O fim do mandamento é o amor que vem de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida.6Alguns se desviaram dessas coisas, e se entregaram a discursos inúteis;7querendo ser mestres da Lei, mas não entendendo, nem o que dizem, nem o que afirmam.8Nós, porém, sabemos que a Lei é boa, se alguém usa dela legitimamente;9pois sabemos isto: que a Lei não foi feita para o justo, mas sim, para os injustos e insubordinados, para os ímpios e pecadores, para os irreligiosos e profanos, para os matadores dos pais e das mães, para os homicidas,10para os que cometem pecados sexuais, para os homens que efetuam sexualidade com homens, para os que roubam a liberdade das pessoas, para os mentirosos, para os que juram falsamente, e qualquer outra coisa contrária à sã doutrina,11conforme o evangelho da glória do Deus bendito, que foi confiado a mim.12Agradeço àquele que tem me fortalecido, Cristo Jesus, nosso Senhor, porque me considerou fiel, pondo-me no serviço.13Antes eu era um blasfemo, perseguidor, e opressor; porém recebi misericórdia, pois foi por ignorância que eu agia com incredulidade.14Mas a graça do nosso Senhor Jesus Cristo foi mais abundante, com a fé e amor que há em Cristo Jesus.15Esta é uma palavra fiel e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal.16Mas por isso me foi concedida misericórdia, para que em mim, o principal, Jesus Cristo mostrasse toda a sua paciência como exemplo aos que haviam de crer nele para a vida eterna.17Ao Rei dos tempos, imortal, invisível, o único Deus, seja a honra, e a glória, para todo o sempre, amém!18Este mandamento, filho Timóteo, te dou: que, conforme as profecias antes feitas acerca de ti, que batalhes por elas a boa batalha;19mantendo a fé e a boa consciência, que alguns rejeitaram, e naufragaram na fé.20Dentre esses foram Himeneu e Alexandre. Eu os entreguei a Satanás, para aprenderem a não blasfemar.
1Paulo, apóstolo de Cristo Jesus, pela vontade de Deus, segundo a promessa da vida que está em Cristo Jesus,2a Timóteo, meu amado filho. Graça, misericórdia, e paz, da parte de Deus Pai, e de Cristo Jesus, nosso Senhor.3Agradeço a Deus, a quem desde os meus antepassados sirvo com uma consciência pura, de que sem cessar tenho memória de ti nas minhas orações noite e dia.4Lembro-me das tuas lágrimas, e desejo muito te ver, para me encher de alegria;5Trago à memória a fé não fingida que há em ti, fé que habitou primeiro na tua avó Loide, e na tua mãe Eunice; e tenho certeza que também em ti.6Por essa causa lembro-te de reacenderes o dom de Deus que está em ti pela imposição das minhas mãos.7Pois Deus não nos deu espírito de medo; mas sim de força, de amor, e de moderação.8Portanto não te envergonhes do testemunho do nosso Senhor, nem de mim, que sou prisioneiro dele; em vez disso, participa das aflições do Evangelho segundo o poder de Deus.9Ele nos salvou, e chamou com um chamado santo; não conforme as nossas obras, mas sim, conforme a sua própria intenção, e a graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos princípios dos tempos;10mas agora é manifesta pela aparição do nosso Salvador Cristo Jesus, que anulou a morte, e trouxe para a luz a vida e a imortalidade por meio do evangelho;11do qual eu fui constituído pregador e apóstolo, e instrutor.12Por causa disso também sofro essas coisas; porém não me envergonho. Pois sei em quem tenho crido, e tenho certeza de que ele é poderoso para guardar o que lhe confiei até aquele dia.13Preserva o exemplo das sãs palavras que tens ouvido de mim, na fé e no amor que há em Cristo Jesus.14Guarda o bem que te foi confiado por meio do Espírito Santo que habita em nós.15Sabes isto, que todos os que estão na Ásia Romana me abandonaram, entre os quais estavam Fígelo e Hermógenes.16O Senhor conceda misericórdia à casa de Onesíforo, pois muitas vezes ele me consolou, e não se envergonhou de eu estar em cadeias;17Pelo contrário, quando veio a Roma, com muito empenho me procurou, e me encontrou.18O Senhor lhe conceda que naquele dia ele encontre misericórdia diante do Senhor. E tu sabes muito bem como ele me ajudou em Éfeso.
1Paulo, servo de Deus e apóstolo de Jesus Cristo, segundo a fé dos escolhidos de Deus, e o conhecimento da verdade, que é segundo a devoção divina;2em esperança da vida eterna, a qual Deus, que não pode mentir, prometeu antes dos princípios dos tempos,3E a seu devido tempo a manifestou: a sua palavra, por meio da pregação, que me foi confiada segundo o mandamento de Deus nosso Salvador.4Para Tito, meu verdadeiro filho, segundo a fé em comum; haja em ti graça, misericórdia e paz de Deus Pai, e do Senhor Jesus Cristo, nosso Salvador.5Por esta causa eu te deixei em Creta, para que tu continuasses a pôr em ordem as coisas que estavam faltando, e de cidade em cidade constituísses presbíteros, conforme eu te mandei.6Se alguém for irrepreensível, marido de uma mulher, que tenha filhos fiéis, que não possam ser acusados de serem devassos ou desobedientes.7Porque o supervisor deve ser irrepreensível, como administrador da casa de Deus, não arrogante, que não se ira facilmente, não beberrão, não agressivo, nem ganancioso.8Mas que ele seja hospitaleiro, ame aquilo que é bom, moderado, justo, santo, e tenha domínio próprio;9Retendo firme a fiel palavra que é conforme o que foi ensinado; para que ele seja capaz, tanto para exortar na sã doutrina, como também para mostrar os erros dos que falam contra ela.10Porque também há muitos insubordinados, que falam coisas vãs, e enganadores, especialmente aqueles da circuncisão;11Aos quais devem se calar, que transtornam casas inteiras, ensinando o que não se deve, por causa da ganância.12Um próprio profeta deles disse: Os cretenses sempre são mentirosos, animais malignos, ventres preguiçosos.13Este testemunho é verdadeiro; por isso repreende-os severamente, para que sejam sãos na fé.14Não dando atenção a mitos judaicos, e a mandamentos de homens, que desviam da verdade.15Realmente todas as coisas são puras para os puros; mas para os contaminados e infiéis, nada é puro; e até o entendimento e a consciência deles estão contaminados.16Eles declaram que conhecem a Deus, mas com as obras eles o negam, pois são abomináveis e desobedientes, e reprovados para toda boa obra.
1Paulo, prisioneiro de Cristo Jesus, e o irmão Timóteo, a Filemom, o amado, e nosso cooperador;2E à irmã Ápia, e a Arquipo nosso companheiro de batalha, e à igreja que está em tua casa;3Haja em vós graça e paz de Deus nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.4Eu dou graças a meu Deus sempre me lembrando de ti em minhas orações;5Ao ouvir de teu amor e a fé que tu tens para com o Senhor Jesus, e para com todos os santos;6Para que a comunhão de tua fé seja eficaz no reconhecimento de todo o bem que há em vós por Cristo Jesus.7Porque nós temos grande alegria e consolo em teu amor, pelo qual, por meio de ti, irmão, os sentimentos dos santos foram aliviados.8Por isso, ainda que em Cristo eu tenha grande confiança para te mandar aquilo que te é conveniente,9Em vez disso por amor eu te peço, ainda que eu seja tal, Paulo, o velho, e também agora um prisioneiro de Jesus Cristo;10Eu te peço por meu filho Onésimo, ao qual eu gerei durante minhas prisões.11Aquele que antes te era inútil, mas agora útil para mim e para ti,12Eu o enviei, como os meus mais íntimos sentimentos, de volta a ti;13Eu até que gostaria de retê-lo comigo, para que como teu substituto ele me servisse nas prisões do Evangelho;14Mas eu nada quis fazer sem tua opinião, para que tua bondade não fosse como que por obrigação, mas sim de livre vontade.15Porque talvez por isso que ele tenha se separado de ti por algum tempo, para que tu o recebesses de volta para sempre.16Não mais como a um servo, mas sim mais que um servo, como a um amado irmão, especialmente para mim, e muito mais de ti, tanto na carne como no Senhor.17Portanto, se tu me tens como companheiro, então recebe-o como a mim.18E se ele te fez algum dano, ou te deve alguma coisa, põe isto na minha conta.19Eu, Paulo, de minha própria mão o escrevi, eu pagarei; para eu não te dizer que tu me deves a ti mesmo.20Assim, irmão, que eu tenha algum benefício de ti no Senhor; alivia meus sentimentos no Senhor.21Tendo confiança de tua obediência eu te escrevi, sabendo que tu farás ainda mais do que eu digo.22E enquanto isso também me prepara um lugar para eu ficar; porque eu espero que por vossas orações eu seja entregue a vós.23Saúdam-te: Epafras (meu companheiro de prisão em Cristo Jesus),24Marcos, Aristarco, Demas e Lucas (meus cooperadores).25A graça de nosso Senhor Jesus Cirsto seja com vosso espírito. Amém!
1Deus falou antigamente muitas vezes, e de muitas maneiras, aos ancestrais pelos profetas.2Mas nestes últimos falou a nós por meio do seu Filho, a quem constituiu por herdeiro de todas as coisas, e pelo qual também fez o universo.3O Filho é o resplendor da sua glória, a expressa imagem da sua pessoa, e sustenta todas as coisas pela palavra de poder. E, depois de fazer por si mesmo a purificação dos pecados, sentou-se à direita da Majestade nas alturas;4e se tornou muito superior aos anjos, assim como herdou um nome mais excelente que eles.5Pois a qual dos anjos Deus jamais disse: “Tu és meu Filho, eu hoje te gerei”, E em outra vez: “Eu lhe serei por Pai, e ele me será por Filho”? 6E outra vez, quando introduz o primogênito ao mundo, diz: E todos os anjos de Deus o adorem. 7Quanto aos anjos, porém, ele diz: Ele faz de seus anjos espíritos; e de seus trabalhadores, labareda de fogo; 8Mas ao Filho diz: Ó Deus, o teu trono é para todo o sempre. Cetro de equidade é o cetro do teu Reino.9Amaste a justiça, e odiaste a transgressão; por isso, Deus, o teu Deus, te ungiu com óleo de alegria mais que os teus companheiros. 10E: Tu Senhor, no princípio fundaste a terra, e os céus são obras de tuas mãos.11Eles perecerão, mas tu continuas. Todos eles como roupa se envelhecerão;12como uma manta tu os envolverás, e como roupa serão mudados; porém tu és o mesmo, e os teus anos não cessarão. 13E a qual dos anjos ele jamais disse: Senta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos como estrado de teus pés? 14Por acaso não são todos eles espíritos servidores, enviados para auxílio dos que herdarão a salvação?
1Tiago, servo de Deus e do Senhor Jesus Cristo, às doze tribos que estão na dispersão, saudações!2Meus irmãos, tende toda alegria quando vos encontrardes em várias provações,3sabendo que a prova da vossa fé produz perseverança.4E que a perseverança tenha uma realização completa, para que sejais completos e íntegros, faltando em nada.5Se algum de vós tem falta de sabedoria, peça a Deus, que concede generosamente a todos sem repreender, e lhe será dada.6Porém deves pedi-la em fé, duvidando em nada; pois quem duvida é semelhante à onda do mar que é levada pelo vento, e lançada.7Tal pessoa não pense que receberá algo do Senhor.8O homem de dupla mentalidade é inconstante em todos os seus caminhos.9Mas o irmão que é humilde se orgulhe quando é exaltado,10e o que é rico quando é abatido, porque ele passará como a flor da erva.11Pois o sol sai com ardor, então seca a erva, a sua flor cai, e a beleza do seu aspecto perece; assim também o rico murchará nos seus caminhos.12Bendito é o homem que suporta a provação; pois, quando for aprovado, receberá a coroa da vida, que o Senhor prometeu aos que o amam.13Ninguém, quando for tentado, diga: “Sou tentado por Deus”; porque Deus não é tentado pelo mal, e ele mesmo tenta ninguém;14Mas cada um é tentado quando é atraído e seduzido pelo seu próprio mau desejo.15Depois do mau desejo ter concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, quando é completado, gera a morte.16Não vos enganeis, meus amados irmãos.17Toda boa dádiva e todo dom perfeito vem do alto, e desce do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação.18Conforme a sua própria vontade, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos os primeiros frutos dentre as suas criaturas.19Entendei isso, meus amados irmãos. Mas toda pessoa seja pronta para ouvir, tardia para falar, tardia para se irar;20porque a ira humana não cumpre a justiça de Deus.21Por isso, rejeitai toda impureza e abundância de malícia, e recebei com mansidão a palavra implantada em vós, que pode salvar as vossas almas;22e sede praticantes da palavra, e não somente ouvintes, enganando a vós mesmos.23Pois, se alguém é ouvinte da palavra e não praticante, esse é semelhante a um homem que observa num espelho o seu rosto natural;24porque observou a si mesmo e saiu, e logo se esqueceu de como era.25Mas aquele que dá atenção à lei perfeita, a da liberdade, e nela persevera, não sendo ouvinte que esquece, mas sim praticante da obra, esse tal será bendito no que fizer.26Se alguém pensa ser religioso, mas não controla a sua língua, então engana o seu próprio coração, e a religião desse é vã.27A religião pura e não contaminada para com Deus e Pai é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas aflições, e guardar a si mesmo sem a corrupção do mundo.
1Pedro, apóstolo de Jesus Cristo, aos forasteiros que estão espalhados em Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia,2escolhidos segundo o pré-conhecimento de Deus Pai, por meio da santificação do Espírito, para a obediência e a aspersão do sangue de Jesus Cristo. Que a graça e a paz vos sejam multiplicadas.3Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Segundo sua grande misericórdia, ele nos regenerou para uma esperança viva, por meio da ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos.4E o resultado disso é uma herança incorruptível, incontaminável, e que não pode ser enfraquecida. Ela está guardada nos céus para vós,5que pela fé estais guardados no poder de Deus para a salvação, pronta para se revelar no último tempo.6Nisso vos alegrais, ainda que agora seja necessário que estejais por um pouco de tempo entristecidos com várias provações,7para que a prova de vossa fé, muito mais preciosa que o ouro que perece (mesmo sendo provado pelo fogo), seja achada em louvor, glória, e honra, na revelação de Jesus Cristo.8A ele, sem terdes visto, vós o amais. Ainda que não estejais o vendo agora, mas crendo nele, vós estais alegres com júbilo indescritível e glorioso.9Assim estais alcançando o resultado da fé: a salvação das vossas almas.10Dessa salvação os profetas que profetizaram a respeito da graça direcionada a vós procuraram entender, e com empenho investigaram,11procurando saber qual era o tempo ou ocasião que o Espírito de Cristo dentro deles indicava, quando dava prévio testemunho dos sofrimentos de Cristo e das glórias seguintes.12A eles foi revelado que não foi para eles mesmos, mas sim para vós, que eles prestaram serviço com estas coisas. E agora, elas vos foram anunciadas pelos que, pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o Evangelho. Tais coisas os anjos desejam atentamente observar.13Portanto, preparai as vossas mentes, sede sóbrios, e esperai completamente na graça que vos será trazida na revelação de Jesus Cristo.14E, como filhos obedientes, não vos conformeis com os maus desejos do passado, de quando éreis ignorantes.15Ao contrário; assim como aquele que vos chamou é santo, sede vós também santos em todo o vosso comportamento.16Pois está escrito: Sede santos, porque eu sou santo. 17E, se vós chamais de Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo a obra de cada um, vivei em temor o tempo de vossa peregrinação;18e sabei que não foi por coisas destrutíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso vão comportamento que recebestes de vossos pais,19mas sim pelo sangue precioso, como de um cordeiro sem falha e sem contaminação: o sangue de Cristo.20Ele já era conhecido desde antes da fundação do mundo, mas foi manifesto no fim dos tempos por causa de vós,21que, por meio dele, credes em Deus, que o ressuscitou dos mortos e lhe deu glória, para que a vossa fé e esperança estejam em Deus.22Uma vez que purificastes vossas almas na obediência da verdade, para o sincero amor fraternal, amai-vos intensamente uns aos outros de coração,23visto que nascestes de novo, não de semente que perece, mas sim imperecível, pela viva palavra de Deus, que permanece. 24Pois toda carne é como a erva, e toda a sua glória como a flor da erva. A erva se seca, e a flor cai;25mas a palavra do Senhor permanece para sempre. E esta é a palavra que foi evangelizada entre vós.
1Simão Pedro, servo e apóstolo de Jesus Cristo, aos que obtiveram conosco a igualmente preciosa fé pela justiça de nosso Deus e Salvador Jesus Cristo;2Graça e paz vos seja multiplicada pelo conhecimento de Deus, e de Jesus nosso Senhor.3Como seu divino poder ele tem nos dado tudo o que pertence à vida e à devoção divina, por meio do conhecimento daquele que nos chamou à glória e virtude;4Pelas quais nos são dadas grandíssimas e preciosas promessas, para que por meio delas sejais participantes da natureza divina, tendo escapado da corrupção que há no mundo pelo mau desejo.5E por isso mesmo, pondo todo o empenho, acrescentai a vossa fé virtude; e à virtude, conhecimento;6E ao conhecimento, domínio próprio; e ao domínio próprio, paciência; e à paciência, devoção divina;7E à devoção divina, amor fraternal; e ao amor fraternal, amor.8Porque se em vós existirem e abundarem estas coisas, elas não vos deixarão ociosos nem estéreis no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo.9Porque aquele em quem não há estas coisas é cego, nada vendo de longe, tendo se esquecido da purificação de seus antigos pecados.10Portanto, irmãos, procurai ainda mais confirmar vosso chamamento e escolha da parte de Deus; porque fazendo isso nunca tropeçareis.11Porque assim vos será abundantemente fornecida a entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.12Por isso eu não deixarei de sempre vos relembrar destas coisas, ainda que as saibais, e estejais firmes na verdade presente.13E eu considero justo, enquanto eu estiver neste tabernáculo, de vos despertar com relembranças;14Sabendo que breve está a saída do meu meu tabernáculo, conforme também nosso Senhor Jesus Cristo tem revelado a mim.15Mas também procurarei que depois de minha partida vós sejais capazes de ter lembrança destas coisas.16Porque nós não vos anunciamos o poder e vinda de nosso Senhor Jesus Cristo seguindo mitos criados pela inteligência humana, mas sim como testemunhas oculares de sua grandiosidade.17Porque de Deus Pai ele recebeu honra e glória, tendo sido lhe enviada tal voz de magnífica glória: Este é meu amado Filho, em quem me agrado.18E nós ouvimos esta voz enviada do Céu, estando nós com ele no santo monte.19E temos a muito confiável palavra dos profetas; a qual vós fazeis bem ao prestardes atenção, como a uma luz que ilumina em lugar escuro, até que o dia clareie e a estrela da manhã se levante em vossos corações.20Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de interpretação particular.21Porque a profecia jamais foi produzida pela vontade humana, mas homens falaram da parte de Deus conduzidos pelo Espírito Santo.
1O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que temos contemplado, e nossas mãos tocaram, quanto à Palavra da vida,2(pois a vida já foi manifesta, e nós a vimos, demos testemunho, e vos anunciamos a vida eterna, que estava com o Pai, e a nós foi manifesta)3o que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também vós tenhais comunhão conosco. E a nossa comunhão é com o Pai, e com o seu Filho Jesus Cristo.4Estas coisas escrevemos para que a nossa alegria seja completa.5E esta é a mensagem que dele ouvimos, e vos anunciamos: que Deus é luz, e não há nele nada de trevas.6Se dissermos que temos comunhão com ele, e andarmos em trevas, mentimos, e não praticamos a verdade.7Porém, se andamos na luz, como ele está na luz, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado.8Se dissermos que não temos pecado, enganamos a nós mesmos, e a verdade não está em nós.9Se confessarmos nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.10Se dissermos que não pecamos, nós o fazemos de mentiroso, e a palavra dele não está em nós.
1O ancião, à senhora eleita, e a seus filhos, aos quais eu amo em verdade; e não somente eu, mas também todos os que têm conhecido a verdade;2Por causa da verdade que está em nós, e estará para sempre conosco.3Graça, misericórdia, e paz de Deus Pai, e do Senhor Jesus Cristo, o Filho do Pai, seja convosco em verdade e amor.4Muito me alegrei por eu ter encontrado alguns de teus filhos andando na verdade, assim como recebemos o mandamento do Pai.5E agora, senhora, eu te rogo, não como te escrevendo um novo mandamento, mas o que tivemos desde o princípio: que nos amemos uns aos outros.6E este é o amor: que andemos segundo seus mandamentos. E este é o mandamento, como já ouvistes desde o princípio: que nele andeis.7Porque muitos enganadores têm surgido no mundo que não declaram que Jesus Cristo veio em carne. Este é o enganador e o anticristo.8Vigiai por vós mesmos, para que não percamos o que trabalhamos; mas sim que recebamos uma recompensa completa.9Todo aquele que vai além e não continua na doutrina de Cristo não tem a Deus; quem continua na doutrina de Cristo tem tanto ao Pai quanto ao Filho.10Se alguém vem a vós, e não traz esta doutrina, não recebais em vossa casa, nem o saudeis.11Porque quem o saúda compartilha com suas más obras.12Muitas coisas eu tenho que vos escrever, porém não eu quis fazê-lo com papel e tinta; mas espero vir a vós, e vos falar face a face, para que nossa alegria seja completa.13Os filhos de tua irmã, a eleita, te saúdam. Amém.
1O ancião, ao amado Gaio, a quem amo em verdade.2Amado, eu desejo que estejas bem em todas as coisas, e que tenhas saúde, assim como bem está a tua alma.3Pois muito me alegrei quando irmãos chegaram, e testemunharam da tua verdade, como tu andas na verdade.4Não tenho maior alegria do que esta: a de ouvir que meus filhos andam na verdade.5Amado, tu ages fielmente em tudo o que fazes aos irmãos, inclusive aos forasteiros.6Estes, diante da igreja, testemunharam do teu amor; aos quais, tu agirás bem ao supri-los de modo digno da vontade de Deus.7Pois foi por causa do Nome dele que partiram em jornada, sem nada aceitar dos gentios. 8Portanto devemos apoiar tais pessoas, para que sejamos cooperadores da verdade.9Eu tenho escrito algo aos da igreja; porém Diótrefes, que busca ser o comandante deles, não nos recebe.10Por isso, se eu vier, trarei à memória os seus feitos, falando ele contra nós com palavras maliciosas; e não satisfeito com isso, não recebe aos irmãos, proíbe aos que se dispõem a fazer, e os expulsa da igreja.11Amado, não imites o mal, mas sim o bem. Quem faz o bem é de Deus, mas quem faz o mal nunca viu Deus.12Demétrio tem alcançado bom testemunho de todos, inclusive da própria verdade. Também nós damos testemunho, e tu sabes que o nosso testemunho é verdadeiro.13Eu tinha muitas coisas para escrever, porém não quero escrever a ti sobre elas com tinta e pena;14mas espero te ver em breve, e falaremos face a face. Paz seja contigo. Os amigos daqui te saúdam. Saúda os amigos daí, cada um por nome.
1Judas, servo de Jesus Cristo, e irmão de Tiago, para aqueles que foram chamados, amados por Deus Pai, e guardados por Jesus Cristo.2Misericórdia a vós, e a paz e o amor vos sejam multiplicados.3Amados, procurando eu vos escrever com todo empenho sobre a nossa salvação comum, eu tive por necessário vos escrever e exortar a batalhar pela fé que de uma vez foi entregue aos santos.4Porque alguns entraram disfarçadamente entre vós, que desde antes estavam escritos para a condenação; pessoas ímpias, que distorcem a graça de Deus em perversão, e negam ao único Soberano Deus e nosso Senhor Jesus Cristo.5Mas eu quer vos lembrar, sabendo vós tudo de uma vez por todas: que o Senhor, tendo liberto o povo para fora da terra do Egito, depois destruiu os que não creram.6E aos anjos que não guardaram sua origem, mas deixaram sua própria habitação, ele os reservou debaixo de grande escuridão em prisões eternas até o julgamento do grande dia.7Assim como Sodoma e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que como aquelas, tendo cometido pecados sexuais, e seguido uma carne ilícita, foram postas como exemplo, recebendo a punição do fogo eterno.8Porém estes, também semelhantemente adormecidos, contaminam a carne, e rejeitam a soberania, e insultam as coisas dignas de glórias.9Mas Miguel, o arcanjo, quando ele discutia com o diabo, e disputava por causa do corpo de Moisés, não ousou contra ele pronunciar juízo de maldição, porém disse: O Senhor te repreenda.10Mas estes insultam tudo aquilo que não conhecem; e tudo o que eles entendem naturalmente, como animais irracionais, nisso eles se corrompem.11Ai deles; porque eles entraram pelo caminho de Caim, e se dispuseram ao engano de Balaão por interesse por interesse de lucro, e pereceram pela rebelião de Coré.12Estes são manchas em vossas demonstrações de amor, participando dos banquetes convosco, apascentando a si mesmos sem temor; eles são nuvens sem água, levadas pelos ventos sem direção; são como árvores murchas, infrutíferas, duas vezes mortas e arrancadas pela raiz;13Ondas furiosas do mar, que espumam suas próprias vergonhas; estrelas errantes, para as quais a escuridão das trevas está reservada eternamente.14E Enoque, o sétimo depois de Adão, também profetizou sobre estes, dizendo: Eis que o Senhor veio, com dezenas de milhares de seus santos;15Para fazer julgamento contra todos, e reprovar a todos os seus ímpios, por todas as suas obras de irreverência, que impiamente cometeram, e por todas as duras palavras que os ímpios pecadores falaram contra ele.16Estes são murmuradores, reclamadores, que andam segundo seus próprios maus desejos; e sua s boca s fala m palavras de arrogância, mostrando admiração às pessoas para tirarem proveito.17Mas vós, amados, lembrai-vos das palavras que foram preditas pelos apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo;18Como eles vos diziam, que no último tempo haveria escarnecedores, que andariam segundo seus próprios desejos ímpios.19Estes são os que separam a si mesmos, mundanos, que não têm o Espírito.20Mas vós, amados, edificai a vós mesmos em vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo.21Conservai a vós mesmos no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo para a vida eterna.22E tende misericórdia de alguns que estão em dúvida; salvai -os, arrancando -os do fogo.23Mas a outros tende misericórdia em temor, odiando até a roupa contaminada pela carne.24E para aquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar, e vos apresentar irrepreensíveis com alegria diante de sua glória;25Ao único Deus, nosso Salvador, por meio de Jesus Cristo nosso Senhor, seja a glória e majestade, poder e autoridade, agora, e para todo o sempre, Amém!
1Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu, para mostrar a seus servos as coisas que devem acontecer em breve; e as enviou por meio de seu anjo, e as informou ao seu servo João.2O qual deu testemunho da palavra de Deus, e do testemunho de Jesus Cristo, e de tudo o que ele viu.3Bem-aventurado é aquele que lê, e também os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas nela escritas; porque o tempo está próximo.4João, às sete igrejas que estão na Ásia. Graça e paz sejam convosco, provenientes daquele que é, e que era, e que virá; e dos sete Espíritos que estão diante do trono dele;5E de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primogênito dos mortos, e Chefe dos reis da terra; àquele que nos amou, e em seu sangue nos lavou de nossos pecados;6E nos fez reis e sacerdotes a Deus e seu Pai; a ele seja a glória e o poder para todo o sempre, Amém!7Eis que ele vem com as nuvens, e todo olho o verá, até mesmo aqueles que o perfuraram; e todas as tribos da terra lamentarão sobre ele; sim, Amém.8Eu sou o Alfa e o Ômega, Diz o Senhor Deus, que é, e que era, e que virá, o Todo-Poderoso.9Eu, João, (que também sou vosso irmão, e companheiro na aflição, e no Reino, e na paciência de Jesus Cristo), estava na ilha chamada Patmos, por causa da palavra de Deus, e por causa do testemunho de Jesus Cristo.10No dia do Senhor, eu fui arrebatado em espírito, e atrás de mim eu ouvi uma grande voz, como de trombeta,11Dizendo: O que tu estás vendo, escreve em um livro, e envia às sete igrejas: a Éfeso, e a Esmirna, e a Pérgamo, e a Tiatira, e a Sardes, e a Filadélfia, e a Laodiceia.12E eu me virei para ver a voz que tinha falado comigo; e ao me virar, vi sete castiçais de ouro;13E no meio dos sete castiçais, um semelhante a o Filho do homem, vestido até os pés de uma roupa comprida, e o tórax envolvido com um cinto de ouro;14E a cabeça e os cabelos dele eram brancos como a lã, brancos como a neve; e seus olhos como chama de fogo;15E os pés dele semelhantes a um metal valioso e reluzente, e ardentes como em fornalha; e a voz dele, como de muitas águas.16E tinha em sua mão direita sete estrelas; e de sua boca saía uma espada aguda de dois fios; e seu rosto como o sol brilhando em sua força.17E quando eu o vi, cai aos pés dele como que morto; e ele pôs sua mão direita sobre mim, e me disse: Não temas; eu sou o primeiro e o último;18Eu sou o que vivo, e fui morto; e eis que eu vivo para todo o sempre; Amém. E eu tenho as chaves do mundo dos mortos, e da morte.19Escreve as coisas que tens visto, e as que são, e as que estão para acontecer;20O mistério das sete estrelas, que viste em minha mão direita, e os sete castiçais de ouro: as sete estrelas são os anjos ou mensageiros das sete igrejas; e os sete castiçais que viste, são as sete igrejas.